“2009: um ano difícil para o WiMAX”

julho 15, 2009 | América do Norte, América do Sul, Asia, Estudos, Internacional, Internet, Tecnologia, WiMAX

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O crescimento do número de assinantes de WiMAX abrandou no primeiro trimestre do ano e a nova tecnologia sem fio continuará a enfrentar desafios ao longo deste ano. Segundo a nova pesquisa da Maravedis, a recessão global pesou tanto no crescimento da base de assinantes quanto na média de receita mensal dos usuários corporativos. As operadoras de WiMAX também enfrentam uma variedade de outros obstáculos, incluindo problemas de regulamentação, atraso na atribuição de espectro e suas próprias dificuldades de implantação das redes. “Acredito que 2009 vai ser um ano difícil para o WiMAX”, disse Adlane Fellah, fundador e CEO da Maravedis. “Não se trata de uma diminuição, mas ainda não é o grande crescimento”, acrescentou ele.

De qualquer forma, a Maravedis acredita que o WiMAX tenha papel crucial a desempenhar no crescimento do tráfego de dados móveis nos próximos anos e no aumento do potencial das existentes redes 3G. Mesmo com o planejamento em LTE, muitas carriers podem utilizar células de WiMAX para offload de dados de redes 3G e também para transportar voz. Além disso, Fellah destacou a dianteira do WiMAX em relação à LTE, que provavelmente não verá implantação em grande escala antes de 2012.

A pesquisa da Maravedis abrangeu WiMAX fixo e móvel, bem como as tecnologias proprietárias que precederam às normas do sistema. O número de assinaturas cresceu 13% no primeiro trimestre de 2009, em comparação com os 30% de crescimento no quarto trimestre do ano passado. Havia 3,5 milhões de assinantes de banda larga sem fio no mundo inteiro, no primeiro trimestre de 2009, cerca de metade deles usando WiMAX. Cerca de 400 mil pessoas fizeram assinaturas de serviços de WiMAX para banda larga sem fio no trimestre. O número de assinantes aumentou 70% em relação ao ano passado.

O usuário médio residencial gastou aproximadamente a mesma quantidade de dinheiro por mês para a banda larga sem fio e as médias empresas usuárias pagaram menos pelos serviços via rede de WiMAX. A receita média por consumidor subiu de US$ 42,33 para US$42,43, enquanto os usuários corporativos pagaram, em média, US$ 116,82, em 2009, contra US$ 122,64, no último trimestre de 2008. O surgimento de uma nova concorrência no mercado de telecom (neste caso, vendors de WiMAX) tende a impulsionar as taxas de banda larga.

Nos EUA
No caso da operadora dos EUA Sprint Nextel e de seus parceiros (operadoras a cabo, Intel e Google), sua rede de WiMAX se mantém como fator importante de crescimento de assinantes. A companhia, a maior operadora mundial de WiMAX, adicionou 25 mil novos assinantes no primeiro trimestre de 2009, atingindo uma base de 500 mil assinantes. A Maravedis não tem como definir quantos destes novos assinantes assinaram os novos serviços de WiMAX e quantos estão na rede legada.

“Acredito que o número de WiMAX ainda seja baixo”, disse Fellah. Oficialmente, a Clearwire tem WiMAX em apenas quatro áreas metropolitanas, embora esteja bastante ativa para ampliar as áreas de cobertura e, num mercado recessivo, os investimentos são feitos com bastante cautela, acrescentou Fellah: “A Clearwire não tem dinheiro suficiente para o que pretende realizar”, continuou ele. A carrier disse no início deste ano que seu objetivo é atingir 100 milhões de usuários potenciais até o final de 2010, mas Fellah duvida disso. Ele estima que a Clearwire disponha de entre US$3 bilhões a US$ 4 bilhões, mas precisa de entre US$6 bilhões a US$7 bilhões para atingir seus objetivos, o que será difícil de conseguir no prazo estipulado, diante do quadro econômico.

O WiMAX também enfrenta desafios em outros desafios. As assinaturas do WiBro na Coréia, a versão local do WiMAX móvel, caíram no ano passado, depois de o governo coreano disponibilizar VoIP (voice over Internet Protocol) pela rede. A licitação de espectro na Índia foi adiada e as carriers ainda estão incertas sobre o quanto de espectro terão na Rússia. Tudo isto se alia à necessidade de os fabricantes de chips e dispositivos precisarem de alguma garantia de que as pessoas querem usar o WiMAX, antes de entregarem seus produtos. Ao mesmo tempo, estar apto a adquirir produtos WiMAX com mobilidade nas grades lojas de eletrônicos pode aumentar a demanda pelas redes de WiMAX.

WiMAX versus LTE
A disputa WiMax versus LTE continua e ainda há muita indecisão na escolha pela tecnologia de próxima geração em várias operadoras de celulares em países em desenvolvimento, o que pode expandir-se para boa parte do mercado mundial.

A pesquisa revelou que as carriers móveis que tendem para a LTE estão preocupadas com o atraso da tecnologia, a interoperabilidade entre os vendors e a disponibilidade de espectro. E, como o tráfego de dados 3G explode nos países mais ricos, mesmo durante os próximos meses, as carriers podem precisar de uma alternativa para transportar tráfego de dados aos usuários, enquanto as redes 3G de voz continuarão a se desempenhar. Há muito mais banda de espectro disponível para WiMAX do que para os serviços 3G na maioria dos países, e o espectro para LTE nem sequer serão atribuídos antes de 2011 em algumas áreas, como a Europa.

Fonte: E-THESIS

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