A ressaca do mar na orla de Fortaleza assusta a população – Água joga pedras no calçadão na Praia de Iracema

janeiro 17, 2013 | América do Sul, Brasil, Ceara, Comportamento, Desastres, Fortaleza, Foto

ressaca-do-mar-fortaleza-foto-imagem

Mesmo os moradores mais antigos da Praia de Iracema estão com medo da ressaca do mar que destruiu na última semana o calçadão e invadiu a avenida

A ressaca do mar que ainda acontece na orla de Fortaleza assusta a população. Até os moradores da área que estão acostumados com o fenômeno se surpreendem com as forças das águas. Nesta quinta-feira (17) a água do mar continua deslocando pedras e danificando o calçadão da Avenida Beira Mar.

A previsão da Funceme era de que as ondas alcançassem 2,5 metros de altura na manhã desta quinta-feira, mas as ondas chegaram a 3,0 metros. Quase o triplo da altura normal. O fenômeno começou na semana passada e atrai muitos curiosos. Um deles é o bancário Jorge Facó. “Parei aqui na Ponte dos Ingleses que nesse momento é o ponto mais forte. E nós podemos perceber que mesmos com as pedras as águas conseguem ultrapassá-las”, afirmou.

Os moradores da Praia de Iracema afirmam que já estão acostumado com a ressaca do mar. Porém, a neste ano é mais forte. O calçadão do Largo do Mincharia, na Praia de Iracema, foi danificado. A pensionista Diva Crisóstomo que mora no local há 15 anos está preocupada. “Eu estou preocupada sim. Não brinca com as coisas de Deus. Mas acredito que não vá acontecer nada com a gente não”, disse.

Já o turista e militar Joaquim Silva gosta da paisagem, porém conta que é uma resposta da natureza a agressão que o homem faz com o litoral. “Trata-se de um fenômeno belíssimo, mas infelizmente a natureza está dando uma resposta, pois faz tempo que ela está sendo invadida”.

As ondas

De acordo com a vice-diretora do Labomar, Maria Ozilea Bezerra, a ressaca acontece devido a um ciclone extra tropical e que nos próximos dias, o fenômeno deve diminuir. “Nesta semana o fenômeno acontece devido ao ciclone extra tropical que ocorreu na América Central. Sendo assim, são formadas ondas que são propagadas do Atlântico Norte para o Atlântico Sul. Essas ondas a medida que elas vão se aproximando da costa elas amplificam sua altura e por isso gera a ressaca. Acredito que na medida que o ciclone for diminuindo as ondas perderão sua força. Ela já passou pela cidade de Fortaleza e a tendência é ir para o Rio Grande do Norte”, explicou.

Deixe seu comentário

Sobre este site

Site que reúne as notícias mais relevantes da mídia nacional e internacional.