Aluna Geisy Arruda – Após polêmica, Uniban decide dar série de palestras sobre cidadania na faculdade

novembro 11, 2009 | ABC, Aluna, América do Sul, Brasil, Celebridade, Comportamento, Política, São Paulo

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Senador Eduardo Suplicy (PT-SP) deverá ser o primeiro a ministrar aula.
Vice-reitor diz que expulsão de Geisy Arruda foi revertida após “reflexão”.

A Uniban decidiu promover uma série de palestras sobre cidadania após a polêmica envolvendo a aluna de turismo Geisy Arruda, de 20 anos, que saiu escoltada pela PM no mês passado depois de ir à faculdade com um minivestido e ser hostilizada pelos colegas.

As palestras terão como tema a “formação universitária no contexto cultural, econômico e político”. O anúncio foi feito pelo vice-reitor Ellis Brown, durante coletiva na tarde desta terça-feira (10) para explicar a atitude da universidade de voltar atrás na expulsão da jovem, medida tomada pelo Conselho Universitário no dia 6.

O primeiro a ministrar a aula será o senador Eduardo Suplicy (PT-SP), nesta sexta-feira (13). Na segunda (9), os advogados da aluna apresentaram uma nota assinada pelo senador, em que ele afirma “respeitosamente fazer um apelo no sentido de que a decisão possa ser reconsiderada”. O parlamentar comentava sobre a saída compulsória de Geisy da instituição.

A Uniban alega que a revogação da expulsão da jovem foi motivada por uma “reflexão”.

De acordo com Brown, a direção optou por uma “mudança de ação disciplinar para educativa”. Ele garantiu a segurança da aluna em seu retorno e afirmou que a turma dela foi colocada em outro prédio do campus de São Bernardo do Campo, no ABC, para criar “um ambiente mais descontraído”.

Questão de postura

Ele disse que o reitor revogou também a medida que suspendia um grupo de alunos suspeitos de participar das cenas de humilhação contra a jovem. Brown negou que a universidade tenha errado ou se precipitado ao decidir pela expulsão da jovem e admitiu que a repercussão negativa do caso na imprensa e entre os próprios universitários “interferiu” na anulação da expulsão.

“A Uniban não admite (precipitação) porque o Conselho Universitário estava seguindo um procedimento regimental.” De acordo com ele, foi com base nos depoimentos da sindicância interna aberta para apurar o episódio que a direção optou por retirar Geisy do quadro de alunos. E frisou que o problema não foi o tamanho do vestido.

“O apurado pela sindicância indicou que o motivo pelo alvoroço na instituição não teria sido o tamanho da vestimenta e, sim, a postura da aluna. Isso se enquadra no decoro da universidade e levaria à expulsão.” O vice-reitor garantiu que a estudante de turismo terá como fazer os exercícios e trabalhos já feitos pelos outros colegas de curso e que ela “não será prejudicada academicamente”.

Repercussão negativa

Para o vice-reitor, os cerca de 800 alunos que hostilizaram Geisy na noite do dia 22 de outubro, quando ela foi com o vestido curto rosa, são considerados “exceção” pela universidade, já que “existem outros 60 mil que agem disciplinarmente”.

Questionado sobre a repercussão negativa do caso dentro da instituição, Brown respondeu que os alunos querem “um final nessa história de que estudante da Uniban é do Talibã” , fazendo referência ao grupo radical islâmico.

Ainda nesta terça, o Ministério da Educação (MEC) decidiu arquivar o pedido de explicações à Uniban sobre o desligamento da aluna. De acordo com a assessoria de imprensa, o ministério considerou a expulsão “episódio superado” depois que a universidade voltou atrás.

MPF e Procon

Já para o Ministério Público Federal de São Paulo, o recuo deve ser investigado. A Procuradoria disse que o inquérito civil público instaurado nesta segunda (9) para apurar a expulsão também vai investigar a decisão de manter a estudante na universidade. O inquérito pretende averiguar se a aluna teve o direito de defesa respeitado antes de ser expulsa e também por que a Uniban voltou atrás na decisão apenas um dia depois.

A Fundação Procon-SP seguirá a mesma linha. De acordo com a assessoria de imprensa, o órgão aguarda a documentação da Uniban para continuar o procedimento que vai averiguar a conduta da universidade. O recuo será levado em consideração.

Fonte G1

Comentários (1)

 

  1. Camila L.P. disse:

    Analisando o caso da loira

    O caso da loira é complicado, qual problema em querer usar um vestido? Tudo bem que era bastante colado e mostrava quase que toda região intima, mas que tem isso demais?
    Tem tantos outdoors de cervejas, lingeries, centro de estética com mulheres usando roupas intimas, em programas de TV então nem se fala…
    Eu acho que na verdade todo aquele tumulto foi uma grande conspiração a favor da loira, até porque ia chegar o dia do TCC, que ela ia fazer?
    É como eu sempre falo nada nessa vida é por acaso, agora sim a loira está no caminho certo, esta aparecendo na TV nesses programas de auditório cuja apresentadora é tão inteligente quanto à platéia e seus convidados. A loira logo vira capa nessas revistas de nu artístico mostrando toda sua capacidade intelectual e se torna uma mulher fruta, no caso dela poderia ser abacaxi, até porque o caso deu pano pra manga, ta ai pode ate ser mulher manga.
    De uma coisa eu sei que essa loira não vai concluir os estudos, mas terá um futuro promissor na arte da dança do “creu”.

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