Amazon inicia venda de eletrônicos no Brasil- A empresa vai cobrar uma taxa de 10% sobre as vendas no site, abaixo do que pratica em outros países do mundo

outubro 18, 2017 | Amazon, América do Sul, Brasil, Empresas, Padrão, Publicidade

Varejista americana abre nova categoria de produtos com 110 mil itens eletrônicos à venda, de smartphones a TVs

Depois de cinco anos concentrada na venda de livros, a Amazon inicia nesta quarta-feira (18) a venda de produtos eletrônicos no Brasil. A nova categoria está sendo aberta com 110 mil itens diferentes, como smartphones, tablets, computadores, videogames, periféricos e acessórios para celular. Entre as marcas à venda estão Samsung, Motorola, LG e Sony. Apesar de essa ser a única vertical de produtos anunciada no momento (nos Estados Unidos, há cerca de 20 categorias), a novidade impactou os varejistas eletrônicos com operação no país.

Desde que a notícia foi antecipada pelo Valor Econômico, no dia 11, até ontem, a ação do Mercado Livre na Nasdaq, por exemplo, caiu 14%. Isso fez o valor de mercado da companhia reduzir em US$ 1,75 bilhão. Já o grupo B2W, dono de Americanas.com e Submarino, caiu cerca de 20% no período.

O pânico do mercado tem relação com a entrada de uma concorrente de peso em um dos segmentos cada vez mais usados por varejistas eletrônicos no mundo todo: o marketplace, termo que define a loja virtual que permite que terceiros (de marcas tradicionais a pessoas físicas) vendam produtos em sua plataforma. Isso significa comprar na Amazon tanto uma TV da Sony, por exemplo, quanto da lojinha do bairro. Hoje, no Brasil, Mercado Livre, B2W e Magazine Luiza operam com essa lógica.

Quarta empresa mais valiosa do mundo, com US$ 484 bilhões em valor de mercado, a Amazon criou o marketplace há 17 anos, nos Estados Unidos. A empresa americana tornou-se especialista nisso. Mais de 50% dos itens vendidos globalmente pela Amazon vêm de marketplace. Em 2016, mais de 100 mil vendedores contabilizaram vendas de mais de US$ 100 mil cada um na plataforma da companhia.

A lógica que guia a companhia está baseada, segundo Alexandre Szapiro, country manager da Amazon no Brasil, em quatro pontos interconectados: catálogo (a maior oferta possível), experiência do consumidor, tráfego e vendedores. “Quanto mais produtos e quanto melhor for a experiência do cliente, mais tráfego (visitas de usuários) o site terá”, explica. “E quanto mais tráfego, mais vendedores [para o marketplace] a gente atrai. Com mais vendedores, maior fica o nosso catálogo.”

Na América Latina, o Brasil é o segundo país em que a Amazon expande sua atuação para além dos livros e dos readers. No México, a companhia já disponibiliza, desde 2015, produtos de 17 categorias diferentes, de utensílios para cozinha a smartphones e brinquedos. Não há previsão para a abertura das outras categorias no Brasil. Mas a empresa está se movimentando. Há dezenas de vagas de emprego abertas para trabalhar na Amazon no Brasil hoje.

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