Anderson Silva, o “The Spider” – Veja um pouco da carreira e história do lutado de jiu-jitsu

outubro 19, 2010 | América do Sul, Boxeador, Brasil, Celebridade, Comportamento, Curitiba, Golpe, Lutador, Mundo, Paraná


A onda que credencia o MMA como uma das modalidades que mais crescem no mundo proporciona número elevado de novos ídolos do esporte. No Brasil, o nome mais conhecido da atualidade é o de Anderson ‘The Spider’ Silva. O campeão peso médio do UFC comumente é ranqueado como o lutador mais completo e habilidoso do planeta.

Até pouco tempo um tanto displicente com entrevistas e o assédio geral da mídia, o último combate contra o norte-americano Chael Sonnen no UFC 117 (vitória heróica por finalização, a dois minutos do fim, após apanhar durante 23) parece ter mudado também a postura de Silva neste sentido. Na volta ao País, participou de diversos programas de rádio e televisão, além de entrevistas mais interessantes, como a concedida à revista Rolling Stone Brasil, na qual traçou panorama interessante da carreira. Você confere os melhores momentos abaixo.

Durante a infância humilde na periferia de Curitiba, Anderson afirmou que o começo nas artes marciais – no taekwondo, aos oito anos – foi providencial para chegar mais perto do sonho de infância: ser um super-herói. “Ia para a escola com a roupa do Homem-Aranha por baixo do uniforme. Na hora do recreio, tirava e ficava brincando como se fosse ele”, comentou. “O Batman é milionário. O Super-Homem veio de outro planeta e voa. O homem-aranha, não! Ele tem contas a pagar”, brinca.

Silva falou também de outra inusitada inspiração: o video game. “Adoro. Me tranco no quarto, ligo o sistema de som, boto o fone de ouvido, apago todas as luzes, boto Call of Duty. Tiro golpes do Tekken (jogo de luta). Vejo os movimentos dos personagens e penso: ‘Cara, vou fazer isso’. Também pego coisas dos filmes do Jackie Chan”, revelou.

Sobre a contusão na costela que por pouco não o tirou do combate – e o fez atuar no sacrifício – contra Sonnen, foi enfático. “O médico me falou: ‘Não quero que você lute’. Falei: ‘Estou bem, tranquilo. Não precisa cancelar a luta, relaxa’. E na verdade eu mal conseguia respirar”.

O atleta ainda explicou minuciosamente o triângulo (estrangulamento com as pernas), golpe típico do jiu-jitsu que o livrou da derrota no último combate. “Exatamente o que treinei foi o que fiz na luta. O triângulo não foi uma coisa de sorte. Eu treinei 1.700 chutes para dar um único na luta. Treinei umas 600 cotoveladas, e acertei uma”, alerta e mostrou em primeira-mão seu laptop com os vídeos em que comprova a exaustiva rotina de treinos. “Olha aqui, eu praticando o triângulo. Enquanto ele me batia, eu estava super tranquilo. Tinha de esquecer a dor da costela, me concentrar nos golpes e no possível ataque contra ele. O nível de concentração, e aquela coisa de se trazer de volta o que se treinou, é uma loucura”, definiu.

Anderson também explicou o ponto de vista sobre a irreverência que geralmente permeia suas atuações no octógono, fato que o torna alvo fácil de muitas críticas. “Muitas vezes, você faz coisas que as pessoas não compreendem, porque nunca fizeram nem passaram por aquilo. Elas podem dar opinião, mas estão fora, e vêem uma coisa diferente da gente, lá dentro”, ele disse.

“Na situação em que me encontro, às vezes as pessoas não interpretam o que digo de maneira correta. ‘Ah, o Anderson está prepotente, o Anderson não é humilde’. Levo na esportiva, até porque a gente não ganha na oratória. A gente ganha pelo que luta. Pode parecer que seu adversário não é nada, dependendo do que você fizer. É como ver o Neymar, o Robinho e o Pato jogando futebol. Coloca esses caras contra um time qualquer e olha o que acontece”.

Fonte Yahoo

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