Aplicativos para Android põem privacidade em risco

setembro 30, 2010 | Comportamento, Crime, Mundo, Programa, Tecnologia

De 30 programas populares avaliados por pesquisadores nos EUA, 20 enviam informações pessoais do usuário a redes de publicidade.

Um dos aspectos mais estimados no Android, e que serve como argumento para seus defensores o elevarem acima dos demais, é o fato de ser open source. A transparência do sistema significa que as fabricantes de dispositivos móveis podem usar a plataforma livremente e modificá-la, e que os desenvolvedores estão aptos a criar aplicativos e oferecê-los sem serem demovidos por longos processos de aprovação.

No entanto, um novo estudo, conduzido pela Universidade Duke, a Universidade da Pensilvânia a os Laboratórios Intel, mostra que muitos aplicativos para Android têm extrapolado – e corrompido – a ideia de liberdade ao compartilhar dados do cliente sem o seu consentimento. Na maioria dos aplicativos testados, informações pessoais foram enviadas a redes de publicidade sem qualquer espécie de autorização prévia.

“Usamos uma ferramenta criada por nós, o TaintDroid, para monitorar o comportamento de 30 programas populares e, em 20 deles, encontramos casos em que a privacidade do usuário foi, possivelmente, infringida. No total, foram 68 incidentes”, afirma o documento.

Os pesquisadores concluíram que os softwares analisados são culpados por enviar dados sensíveis do cliente, como o número do telefone ou a sua localização, a partir do GPS do smartphone, às redes de publicidade, mesmo quando os anúncios não são exibidos em sua interface.

Os desenvolvedores podem até alegar que têm a permissão para isso, mas, na realidade, a maioria dos programas não exibe nenhuma explicação sobre o porquê da utilização dessas informações ou o que será feito com elas.

Confiança descabida
Os usuários acabam, de olhos fechados, confiando nos desenvolvedores, entregando-lhes carta branca para acessar seus dados confidenciais. Em troca, recebem o privilégio de instalar e usar o aplicativo desejado.

“Enquanto algumas plataformas dão ao consumidor o controle sobre o que será acessado pelos programas instalados – sensores de localização, fotos, lista de contatos – o desconhecimento a respeito de seu funcionamento deixa-os desprotegidos quanto a sua privacidade”, explica o documento.

O Android OS também possui esses controles, e não permite que aplicativos acessem e compartilhem informações sem o consentimento do usuário. No entanto, quando é aprovada a instalação, e seu manual, nada mais é exibido sobre como e quando os arquivos do aparelho estão sendo acessados.

Uso corporativo
A preocupação com a privacidade atinge a todos, mas é ainda mais importante para os administradores de TI. A demanda por dispositivos com Android tem crescido, e cabe a eles providenciar a conexão do dispositivo com a infraestrutura de rede das empresas.

Sem o controle rígido sobre como informações sensíveis são compartilhadas, ou a habilidade para monitorar e proteger os dados dos aparelhos, esses profissionais não podem, em sã consciência, dar boas vindas ao sistema da Google e permiti-lo no ambiente corporativo.

Cabe ressaltar, no entanto, que é graças à arquitetura open source do Android que os pesquisadores puderam criar a ferramenta TaintDroid, usada para a análise. De qualquer forma, o estudo mostra que o zelo sobre como aplicativos de terceiros se comportam é válido, e é algo, definitivamente, a se considerar antes de adotar qualquer plataforma.

(Tony Bradley)

Fonte IDGNOW

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