Black Friday – Consumidores reclama de sites lentos e preços elevados em dia de promoção

novembro 23, 2012 | América do Sul, Brasil, Comportamento, Crime, Economia, Impostos, IPI

Internautas que buscaram aproveitar descontos promovidos em lojas on-line de grandes varejistas brasileiros na Black Friday, a partir da meia-noite desta sexta-feira (23), encontraram vitrines virtuais fora do ar, lentidão para carregar páginas e finalizar compras.

Em redes sociais como Facebook e Twitter, consumidores também reclamaram de ofertas com preços inflados para forjar descontos maiores em lojas on-line. A prática é caracterizada como “publicidade enganosa” no Código de Defesa do Consumidor (CDC), segundo a Fundação Procon de São Paulo (Procon-SP) e deve ser denunciada. No ano passado, os varejistas Wal-Mart e Fast Shop foram autuados por publicidade enganosa.

“Descumprimento à oferta”

A recomendação do Procon-SP para o consumidor que não conseguir fazer a compra na hora é tentar novamente. Caso não consiga acessar a loja na segunda tentativa, ele deve registrar uma reclamação junto ao Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC) do varejista e entrar em contato com o Procon-SP para fazer uma denúncia.

O problema de instabilidade ou lentidão que impede a finalização da compra on-line é caracterizado no CDC como “não cumprimento à oferta” e o varejista pode ser notificado pelo órgão de defesa do consumidor a prestar esclarecimentos. O mesmo procedimento pode ser adotado no caso de “publicidade enganosa”.

“Acho um absurdo esse tipo de atitude de algumas lojas”, comentou Pedro Eugênio, presidente do portal Busca Descontos, organizador da iniciativa que chega à terceira edição este ano. “No site www.blackfriday.com.br, criamos alguns serviços onde bloqueamos sites que fizeram maquiagem de preços e sites de lojas que não estavam oferecendo desconto algum”, disse o executivo. O portal passou a contar com um botão “Denunciar” para receber alertas de consumidores sobre promoções enganosas e registrou 500 ofertas bloqueadas até as 16h hoje.

O Busca Descontos também enfrentou lentidão e instabilidade no início da promoção. “Nos primeiros minutos da promoção foram registrados 75 mil acessos simultâneos, o que ultrapassou a capacidade máxima do servidor. A quantidade de acessos na primeira hora da Black Friday Brasil 2012 superou em sete vezes o mesmo período do ano anterior”, disse a empresa em comunicado.

O portal acrescentou que o acesso ao site já foi normalizado. “Em caso de novos momentos de indisponibilidade, a recomendação é aguardar alguns minutos e acessar o site novamente”, disse a empresa.
A divisão de comércio eletrônico do Grupo Pão de Açúcar, que representa as lojas Extra.com e PontoFrio.com disse que não registrou problemas com o acesso aos sites. A empresa informa que se preparou para receber um volume maio de acessos no dia de hoje já que a previsão para a loja virtual do Ponto Frio era superar as vendas das duas edições anteriores da Black Friday.

A Saraiva informou que ampliou a capacidade de sua infraestrutura de e-commerce para a edição 2012 do Black Friday, mas o volume de acessos foi superior ao previsto. Segundo a empresa, “o site recebeu, no mesmo instante, cerca de seis vezes mais acessos, causando instabilidade logo após a meia-noite, porém sendo rapidamente restabelecido pela equipe de plantão”.

No ano passado, a Black Friday registrou R$ 100 milhões em vendas eletrônicas. Este ano, a promoção reúne 300 varejistas on-line e a expectativa de faturar R$ 135 milhões, segundo o Busca Descontos. De acordo com o portal, as categorias de produtos mais procuradas até o momento são celulares, informática, eletrônicos, eletrodomésticos e games.

Os varejistas B2W, Fast Shop e Fnac não se pronunciaram sobre as instabilidades em seus sites até a publicação desta reportagem.

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