Busca do Google perde espaço para buscas especializas nos EUA – Cada vez mais internautas adotam busca de sites de comércio eletrônico e redes sociais

Fevereiro 19, 2013 | Padrão

O número de buscas feitas pelos americanos por meio da ferramenta do Google a partir de desktops caiu 2% no último ano, de acordo com novo estudo divulgado nesta sexta-feira (15) pela comScore. De acordo com a consultoria, que considera apenas as buscas realizadas nos Estados Unidos, o número de buscas realizadas por usuário também caiu. A audiência dos sites de busca, por outro lado, aumentou 4%.

Isso não quer dizer que o mercado de buscas está desaquecido, segundo a comScore, mas indica uma mudança no comportamento dos internautas. Um dos motivos para a queda nas buscas por meio da web a partir de computadores é o uso crescente de smartphones e tablets para fazer buscas. Isso significa que as ferramentas de busca mais populares, como o Google, recebem uma audiência crescente a partir destes aparelhos.

Outro motivo, segundo a comScore, é o uso de ferramentas de busca cada vez mais especializadas: se o internauta quer buscar um produto, ele prefere uma busca especializada em comércio eletrônico ou mesmo a busca do site da loja; se quer encontrar uma pessoa, utiliza a busca de uma rede social, como Facebook ou Twitter. De acordo com a comScore, enquanto a audiência das ferramentas de busca tradicionais caiu 2%, a audiência das buscas especializadas cresceu 8% no último ano nos EUA.

Segundo a comScore, o mercado de buscas na web a partir de computadores deve passar por mudanças em 2013, conforme as redes sociais se tornarem mais integradas a eles. Neste cenário, é possível ver o Google tentando integrar cada vez mais informações da rede social para qualificar os resultados de busca. O Bing , principal concorrente do Google no mercado de buscas, também passou a associar informações do Facebook aos seus resultados de busca.

Outra iniciativa que deve acelerar a concorrência neste mercado é a nova busca do Facebook , que permitirá que os internautas cadastrados na rede social pesquisem informações detalhadas sobre pessoas. O recurso está disponível apenas nos EUA desde 15 de janeiro.

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