Cabo submarino – Praia do Futuro pode ganhar serviço de dados

Fevereiro 8, 2012 | América do Sul, Brasil, Ceara, Fibra ótica, Fortaleza, Internet, Mundo, Tecnologia

Roberto Smith: (o projeto) terá um impacto enorme, porque isso vai nos colocar em uma posição avantajada dentro do sistema de comunicação mundial

A nova interconexão submarina do Ceará com as Américas, Europa e África foi estimada em R$ 1bilhão

Grupo empreendedor estrangeiro está avaliando a possibilidade de aportar no Ceará, um investimento bilionário na área de serviço de informação, que colocaria o Estado em posição estratégica não só no Brasil, como no mundo. Orçado em cerca de R$ 1 bilhão, os investidores querem construir, na região da Praia do Futuro, um centro de processamento de dados, que integraria a comunicação da América, África e Europa, partindo daqui. O martelo ainda não foi batido, mas as negociações seguem avançadas e o desfecho poderá sair ainda este mês.

A informação foi dada ontem, pelo presidente da Agência de Desenvolvimento Econômico do Ceará (Adece), Roberto Smith, durante reunião do Agropacto. Segundo ele, o grupo, que possui capital norte-americano, está em conversações com a agência. “Vamos ter ainda uma conversa pra definir melhor, até o fim do mês. Se o investimento se confirmar, divulgaremos mais detalhes”, afirmou ele, relatando que ainda não possui noção exata de toda a repercussão que o empreendimento poderá trazer ao Ceará.

“Terá um impacto enorme, porque isso vai nos colocar em uma posição avantajada dentro do sistema de comunicação mundial. Um dos fatores importantes do desenvolvimento é se ter comunicação. Você terá o Ceará numa posição privilegiada em termos de interconexão mundial. Isso atrairia mais empresas, e nem tenho ainda uma exata dimensão”, declarou.

Cabo submarino

Segundo ele, a região escolhida seria a Praia do Futuro, pelo fato de já haver lá instalados cabos de fibra ótica, permitindo a comunicação submarina. “Está sendo estudada uma interconexão de mais um cabo submarino moderno e um setor de processamento de dados. Eles pretendem investir num cabo submarino, vão contratar uma empresa brasileira especializada em implantação de cabos submarinos e vão montar um data center, ou seja, uma central de processamento de dados. Talvez trabalhem lá umas 200 a 500 pessoas, não sei”.

Smith informou que os empreendedores, cujo nome mantem-se em sigilo, buscaram o Ceará pela posição geográfica estratégica e também atraídos pelos investimentos que o Estado tem feito na área, a exemplo do Cinturão Digital.

Conexão direta

“Hoje, se você tem que mandar uma ligação telefônica ou transferência de dados do Brasil, ou do Peru, pra África, você tem que mandar primeiro pros Estados Unidos, que depois mandam pra Europa, que manda pra África e pra Ásia.

Esse cabo vai fazer com que a coisa vá direto pra África e de lá pra Europa”, explica o presidente da Adece. Ele destaca que o projeto reforçaria a comunicação, especialmente, para a América do Sul.

“Isso mostra que não é só siderúrgica e só refinaria, e não é só no setor industrial que as coisas estão começando a acontecer no Ceará. É no setor de serviços também, aqui, no serviço de informação, de comunicação, que é um ramo importante de toda a estruturação moderna da economia”, destacou Smith.

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