Caso Bruno – Polícia do Rio está à procura de Fernanda, namorada do goleiro

agosto 5, 2010 | América do Sul, Brasil, Celebridade, Civil, Comportamento, Crime, Foto, Goleiro, Justiça, Militar, Polícia, Rio de Janeiro

Dos nove envolvidos no caso, ela é a única que ainda não está presa.
Agentes da Polinter estão em busca dela em vários endereços do Rio.

Agentes da Polinter do Rio de Janeiro estão desde o início desta quinta-feira (5) em busca da namorada do goleiro Bruno, Fernanda Gomes de Castro. Ela é procurada por policiais em vários endereços do Rio. Das nove pessoas envolvidas no desaparecimento de Eliza Samúdio, ela é a única que não está presa. Para a polícia, ela já é considerada foragida.

O promotor Gustavo Fantini confirmou que a juíza Marixa Fabiane Lopes Rodrigues expediu nesta quinta o mandado de prisão preventiva para o goleiro Bruno e de mais oito envolvidos. De acordo com o promotor, todos foram denunciados por quatro crimes. A assessoria de imprensa do TJMG não confirma que os mandados de prisão tenham sido expedidos.

A Polícia Civil de Minas Gerais informou que recebeu o mandado de prisão contra Fernanda na quarta-feira (4). O delegado Wagner Pinto disse que não sabe informar se ela está em Minas ou no Rio de Janeiro, onde mora. Ele pediu ajuda à polícia do Rio de Janeiro para prender Fernanda.

Segundo o promotor, todos eles vão responder na Justiça por homicídio triplamente qualificado, sequestro e cárcere privado, ocultação de cadáver e corrupção de menor.

Fantini não aceitou o indiciamento por formação de quadrilha. “Não havia prova de estabilidade, ou seja, se eles se reuniam com rotina para poder premeditar um crime”, disse ele.

Bruno, Macarrão, Bola, Elenilson, Wemerson e Flavio estão presos no Complexo Penitenciário Nelson Hungria, em Contagem (MG). O primo do goleiro, Sérgio Rosa Sales, está no Centro de Remanejamento de Presos São Cristóvão; e a mulher de Bruno, Dayanne Souza, está no Complexo Penitenciário Estevão Pinto, ambos em Belo Horizonte. O adolescente que também é suspeito de envolvimento no caso está no Centro de Internação Provisória no Horto, na capital mineira.

Materialidade indireta

“Corpo de Eliza Samúdio não foi encontrado, mas todas as outras provas que são contundentes suprimem o relatório de necropsidade”, disse Fantini.

Ele afirmou que se baseou nas provas criminais, que são incontestáveis, como o sangue encontrado na Range Rover que seria de Eliza, e os extratos de ligações telefônicas entre os envolvidos, sem citar nomes. O promotor disse que não pode dar mais detalhes pelo fato de o caso correr em segredo de Justiça.

“Bruno é o mandante e executor do crime”, disse o promotor, explicando que por “executor” entende-se que ele participou de todos os passos na condução de Eliza do Rio de Janeiro para Belo Horizonte em companhia de Fernanda.

Fantini afirmou que os indiciados serão citados em um prazo de dez dias. Em seguida haverá uma fase de instrução criminal realizada pelo Ministério Público de Minas Gerais, na qual os advogados dos envolvidos vão poder defender os clientes. Juíza vai decidir se aceita e denúncia e como será feito o julgamento.

Sobre a questão de o crime ter ocorrido em Contagem ou Vespasiano, ele diz que isso não prejudica o processo. “Independentemente da comarca, crime é plurilocal, porque começou a acontecer no Rio, com a busca de Eliza, passou por Esmeraldas (MG), depois Eliza teria sido morta em Vespasiano (MG)”, disse o promotor.

Fonte G1

Comentários (1)

 

  1. Laura disse:

    PARABÉNS SR. PROMOTOR DR. GUSTAVO E PARABÉNS TAMBÉM A DRA JUIZA DE CONTAGEM !!!

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