FAB encontra avião na Amazônia; Funasa diz que são nove sobreviventes e divulga os nomes das 11 pessoas

outubro 30, 2009 | Acidentes, Amazonas, América do Sul, Aviação, Brasil, Foto, Mundo, Polícia


Quatro militares estavam a bordo, além de sete funcionários da Funasa.
FAB não confirma informação da Funasa sobre número de sobreviventes.

O Comando da Aeronáutica e a Funasa (Fundação Nacional de Saúde) divulgaram nesta sexta-feira (30) os nomes das 11 pessoas que estavam a bordo do avião C-98 Caravan da Força Aérea Brasileira (FAB), desaparecido desde ontem (29). Os quatro tripulantes são o primeiro-tenente Carlos Wagner Ottone Veiga, o segundo-tenente José Ananias da Silva Pereira, o suboficial Marcelo dos Santos Dias e o primeiro-sargento Edmar Simões Lourenço.

As outras sete pessoas eram civis, funcionários da Funasa. Os passageiros são os técnicos Diana Rodrigues Soares, João de Abreu Filho, Marcelo Nápoles de Melo, Maria das Dores Silva Carvalho, Maria das Graças Rodrigues Nobre e Marina de Almeida Lima, e a enfermeira Jositéia Vanessa de Almeida.
A Força Aérea Brasileira (FAB) informou nesta sexta-feira (30) que encontrou a aeronave que estava perdida na Amazônia. Segundo a Fundação Nacional de Saúde (Funasa), que tinha uma equipe no avião, são nove os sobreviventes. 11 pessoas estavam a bordo. A FAB não confirma o número de sobreviventes.

Estavam no avião 4 militares: 1° Tenente Carlos Wagner Ottone Veiga; 2° Tenente José Ananias da Silva Pereira; Suboficial Marcelo dos Santos Dias; e 1° Sargento Edmar Simões Lourenço. A aeronave levava também sete funcionários da Funasa: os técnicos Diana Rodrigues Soares, João de Abreu Filho, Marcelo Nápoles de Melo, Maria das Dores Silva Carvalho, Maria das Graças Rodrigues Nobre e Marina de Almeida Lima, além da enfermeira Jositéria Vanessa de Almeida.

A FAB informou na noite desta quinta que recebeu um sinal de emergência do avião 58 minutos após a decolagem. A aeronave seguia de Cruzeiro do Sul (AC) para Tabatinga (AM).

Segundo as informações da FAB, a aeronave foi encontrada por integrantes da tribo Matis, e está em meio à Floresta Amazônica, entre as Aldeias Aurélio (da Tribo dos Matis) e Rio Novo (da Tribo dos Murugos), próximo ao Rio Ituí, afluente do Rio Javari.

Operação de vacinação

A enfermeira coordenadora da saúde indígena do Distrito de Alto Rio Juruá, Isna Silveira, informou ao G1 que a equipe voltava para Tabatinga (AM) e pegaria um barco até Atalaia do Norte (AM), onde vivia.

A equipe da Funasa havia usado o município de Cruzeiro do Sul como base para a operação de vacinação realizada no Vale do Javari, também em Atalaia do Norte (AM). Segundo a enfermeira, a equipe chegava mais rápido ao local das aldeias partindo de Cruzeiro do Sul.

“Eles saíram das aldeias e chegaram ontem aqui em Cruzeiro do Sul. Nós nos despedimos e eles voltaram para o Amazonas hoje de manhã. É terrível, porque criamos um vínculo. Estamos muito abalados”, afirmou Isna.

A enfermeira conta que a equipe é composta por dois homens e cinco mulheres, entre elas, uma gestante. Dois integrantes do grupo eram enfermeiros e os outros, técnicos em enfermagem.

A operação de vacinação teve início no dia 16 de outubro . O grupo seguia com helicópteros da Força Aérea Brasileira (FAB) e era deixado em aldeias da região do Vale do Javari para aplicar as vacinas de rotina e também doses especiais. A cada três dias, a aeronave da FAB voltava às aldeias para resgatar o grupo e levar para outras comunidades.

Desaparecimento

O avião Cessna C-98 Caravan da Força Aérea Brasileira (FAB) desapareceu na região da Amazônia, na manhã desta quinta-feira (29).

De acordo com o professor de aeronáutica Cláudio Roberto Scherer, da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS), o C-98 Caravan é usado para transporte, tanto na aviação civil quanto na militar.

“É uma aeronave de turbo-hélice pequena, usada para levar poucas pessoas em trajetos curtos”, explica.

O comandante Renato Nascimento, ex-piloto da FAB e hoje na aviação civil, afirma que a aeronave “não tem muitos recursos”. “É um aviãozinho pequeno, monomotor. O problema com o monomotor é que se o motor falha, você não tem outro”, explica.

Fonte G1

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