Filmes GLS – Mostra de animação reúne 60 curtas para quem vê o sexo sem preconceito

setembro 15, 2010 | América do Sul, Arte, Brasil, Cinema, Comportamento, Entretenimento, Filme, Mundo, Relacionamentos, Rio de Janeiro, Sensualidade, Videos

Recém-exorcizado dos fantasmas do festival Animaldiçoados, encerrado no domingo, o Centro Cultural Justiça Federal (CCJF) volta a ser vitrine de desenhos indigestos para o formato mais tradicional do circuito exibidor com a inauguração da Íris, a Mostra Internacional de Animação da Diversidade Sexual, em cartaz até o próximo domingo. Nesta quarta-feira, às 18h, na abertura, Alan Nóbrega, realizador reconhecido por temas GLS, exibe e comenta produções como “O meu primeiro grande amor” e “A descoberta de Luke”. Em seguida, às 19h, a sessão Boy Boy Boys promete risadas com a irreverência de filmes como o inglês “New balls please”, de Richard James, ou o escandinavo “Tango Finlândia”, de Tomi Riionheimo – que estará presente à projeção – e Hannu Lajunnen.

– Trouxemos 60 curtas para adultos que não teriam circulação nos canais convencionais do mercado de animação no Brasil. Mas além dos quatro filmes de Nóbrega, só conseguimos mais dois curtas nacionais, um de Orlando Avila Jr. (“Não pise a grama”) e outro de Ale McHaddo (“O fantasma da Ópera”) – resigna-se Alex Mello, diretor do curta “Hildete” e curador das mostras que vêm transformando o CCJF num templo para a animação alternativa. – Mesmo estando inscritas nas leis de incentivo, é difícil conseguir patrocinadores para retrospectivas de animações autorais como a Íris, já na segunda edição. Só o CCJF apoiou.

A mostra é competitiva, embora não haja júri oficial. Os vencedores são decididos por voto popular, marcado em cédulas entregues ao público no início de cada sessão. Nesta segunda edição do evento, Mello criou um programa só para curtas dedicados ao lesbianismo: Mulheres Superpoderosas. Dele, fazem parte filmes como o americano “Buddy G, my two moms and me”, de Margaux Towne-Colley, sobre crianças criadas por casais homossexuais. Sua exibição está agendada para hoje, às 20h30m, com reprise no sábado, às 18h. Amanhã, às 18h, a principal curiosidade é o taiwanês “The soliloquist”, elogiado em mostras da Europa e do Oriente.

– Existe humor no olhar dos filmes sobre a sexualidade e a liberdade das opções. Mas a marca dos curtas é a sutileza – diz Mello, que brinca com a vida sexual dos animais gays no programa Natureza Selvagem, com exibição na sexta-feira, às 20h30m.

Entre as atrações zoófilas da seção, destaca-se o hilário “The Gus & Waldo show” (Reino Unido), dirigido pelo cartunista italiano residente em Londres Massimo Fenati. O curta aborda os quiproquós amorosos de um casal de pinguins bem-resolvidos com suas perversões e avessos à caretice do mundo ao seu redor. Os personagens estrelam uma série de livros homônima, já editada no Brasil.

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