Fórmula 1 – Depoimento de Nelsinho Piquet vaza e deixa F-1 de cabelo em pé

setembro 10, 2009 | Acidentes, Asia, Automobilismo, Brasil, Comportamento, Fórmula 1

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A Fórmula-1 balançou nesta quinta-feira, depois que o vazamento da transcrição de provas do caso Nelsinho Piquet revelou que, de acordo com o piloto, a equipe Renault pediu que ele batesse com o carro na corrida de Cingapura vencida pelo espanhol Fernando Alonso.

O esporte, que já luta para se recuperar da crise iniciada em 2007 com um escândalo de espionagem entre escuderias e agravada este ano no Grande Prêmio da Austrália pela mentira de Lewis Hamilton, está em estado de choque após a denúncia do jovem piloto brasileiro.

Piquet afirma que o chefe da Renault, Flavio Briatore, e seu engenheiro-chefe, Pat Symonds, exigiram que ele batesse de propósito para favorecer Alonso, seu companheiro de equipe à época, que acabou vencendo a corrida.

Em seu longo depoimento, que circulava em vários sites especializados nesta quinta-feira, Nelsinho Piquet diz ter concordado bater em um ponto específico do trajeto para que não tivesse a carreira prejudicada por uma eventual negativa de renovação de contrato.

Ele afirma ter recebido instruções claras de quando e onde provocar o acidente no circuito urbano de Cingapura.

Na transcrição, Piquet diz: “Fui procurado pelo senhor Flavio Briatore, que é meu agente e dono da equipe ING Renault F1, e pelo senhor Pat Symonds, diretor técnico da equipe Renault F1, que me pediram para bater meu carro deliberadamente para influenciar de forma positiva o desempenho da equipe ING Renault F1 na corrida em questão. Eu concordei com a proposta e fiz com que meu carro atingisse uma parede durante a volta 13/14 da corrida”.

“A proposta de causar deliberadamente um acidente me foi feita antes do começo da prova, quando fui intimado pelo senhor Briatore e pelo senhor Symonds no escritório do senhor Briatore”, acrescenta.

“O senhor Symonds, na presença do senhor Briatore, me perguntou se eu estaria disposto a sacrificar minha corrida pela equipe ‘causando um safety car‘. Todo piloto de Fórmula 1 sabe que o ‘safety car’ entra no circuito quando acontece um acidente, que faz com que a pista seja bloqueada por destroços ou por um carro parado, ou em pontos onde seja difícil rebocar um carro danificado, como é o caso aqui”, explica o piloto.

“No momento da conversa, eu estava em um estado espírito muito frágil e emotivo, que foi causado por um estresse intenso devido ao fato de que o senhor Briatore havia se recusado a me informar se meu contrato com a escuderia seria renovado ou não para a próxima temporada (2009), como geralmente acontece no meio do ano”.

“Ao invés disso, o senhor Briatore repetidamente pedia que eu assinasse uma ‘option‘, o que significa que eu não tinha permissão para negociar com nenhuma outra equipe. Ele repetidamente me pressionou a prolongar a ‘option’ que eu havia assinado, e regularmente me chamava ao seu escritório para discutir essas renovações, mesmo em dias de corrida – um momento que deveria ser de concentração e distensão antes da prova”, destaca Piquet.

”Este estresse era acentuado pelo fato de que, durante o Grande Prêmio de Cingapura, eu havia me qualificado para o 16º lugar do grid de largada, então estava muito inseguro em relação a meu futuro na equipe Renault. Quando me pediram que batesse o carro e causar um incidente de safety car para ajudar a escuderia, aceitei porque esperava que isto melhorasse minha posição na equipe neste momento crítico da temporada de corridas”.

“Em nenhum momento alguém me disse que, se aceitasse causar um acidente, teria a renovação de meu contrato garantida ou qualquer outra vantagem. No entanto, considerando o contexto, pensei que me ajudaria a alcançar este objetivo. Então, aceitei causar o acidente”, admitiu o piloto.

“Depois do encontro com o senhor Symonds e o senhor Briatore, o senhor Symonds me levou para um canto mais calmo e, usando um mapa, apontou o local exato do trajeto onde eu deveria bater”, revelou.

“Este lugar foi escolhido porque, especificamente ali, não haveria nenhuma grua que pudesse levantar o carro quebrado da pista, assim como também não haveria nenhuma entrada lateral na pista, O que permitiria que um reboque de segurança entrasse na pista rapidamente para retirar o carro danificado”.

“Assim, ele acreditava que uma batida neste ponto específico causaria uma obstrução na pista, o que obrigaria a entrada do safety car para limpar o trajeto e garatir a segurança no resto da prova”, explica.

“O senhor Symonds também me instruiu sobre a volta exata em que eu deveria causar o acidente, para que meu companheiro de equipe, senhor Fernando Alonso, tivesse tempo de reabastecer no pit-stop pouco antes da entrada do safety car, o que de fato ocorreu na décima-segunda volta”.

“A chave desta estratégia residia no fato de que a quase certeza da entrada do safety car entre as voltas 13 e 14 permitia que a equipe armasse uma estratégia agressiva, abastecendo o carro do senhor Alonso no começo da corrida com combustível suficiente apenas para chegar à 12ª volta, deixando-o mais leve”, acrescenta.

“Isso permitiria que o senhor Alonso ultrapassasse o maior número possível de carros, sabendo que estes carros teriam dificuldade de alcançá-lo depois na corrida devido à entrada do safety car. Esta estratégia foi bem sucedida e o senhor Alonso venceu o Grande Prêmio de Cingapura de F1 2008”, concluiu Piquet.

Fonte AFP

Comentários (3)

 

  1. marcus vinicius mendes costa disse:

    felipe profavor mi ajude a ser um pilotos,pode ser ate de teste dde auguma e quipe de karte ou da formula futuro de qual quer equipe ,eu amo a velocida mas eu num tenho nenhuma condisão finansera de ate compra um karte pra competi, profavor pode ter sertesa q numca te desse pisionarei se mi ajuda moru antunes municipio de igaratinga mg se vc le se nao puder pessa au rubens q ele tauves mi ajude nessa fase.

  2. […] Automobilismo (FIA), e a direção da Associação das Equipes da Fórmula 1 (Fota) reclamarem do vazamento de informações no caso Renault, mais lenha foi colocada na fogueira. O site inglês “RaceFax”, especializado neste […]

  3. […] de Briatore parecia ser insustentável para a direção da montadora, principalmente após o depoimento de Nelsinho vir à tona. No entanto, de acordo com o Speed, o encontro de Briatore pode ter sido bem-sucedido. O dirigente […]

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