Gripe: as diferenças entre suína (Influenza A – H1N1) e comum

julho 19, 2009 | América do Sul, Brasil, Medicina, Saúde, Saúde Pública

SAÚDE PÚBLICA

Estudo publicado na Revista Science compara ação da gripe sazonal com suína no organismo

O vírus A(H1N1), causador da gripe suína, replica-se com mais facilidade nas regiões próximas aos pulmões, podendo infectar o órgão, enquanto o da gripe sazonal costuma permanecer no início do trato respiratório, até a traqueia.

Além disso, o novo vírus causa quadros ligeiramente mais graves do que a influenza sazonal.

Essa conclusão está entre os principais resultados de dois estudos, publicados hoje na revista americana Science, que comparam a evolução das gripes suína e sazonal.

O trabalho foi desenvolvido com furões – pequenos mamíferos de corpo longo e delgado, que são considerados bons modelos para o estudo de doenças ligadas às vias respiratórias.

A influenza costuma afetá-los de modo semelhante aos humanos.

diferença_gripe_comum_h1n1_influenza_a

As equipes responsáveis pelos dois estudos – uma dos Estados Unidos e outra da Holanda – infectaram animais com o A(H1N1) e com cepas responsáveis pela gripe sazonal. O grupo americano dissecou os animais para verificar se outros órgãos eram afetados. Descobriram que o A(H1N1) também estava presente no intestino dos mamíferos, o que pode explicar a maior incidência de diarreia e náusea na gripe suína, sintomas presentes em 40% dos infectados no mundo.

Houve, no entanto, divergência entre os pesquisadores quando se comparou a capacidade de transmissão dos microrganismos. Para os cientistas holandeses, o novo vírus é tão eficaz quanto as variantes sazonais ao infectar pelo ar novos indivíduos. Já os americanos consideraram o A(H1N1) menos transmissível do que a versão sazonal. Nos experimentos, furões gripados conviveram, sem contato direto, com outros saudáveis, compartilhando apenas o ar.

Os pesquisadores formularam uma explicação para a menor transmissibilidade. Uma proteína presente na superfície do novo vírus, importante para o sucesso da infecção, liga-se de forma ineficiente às células do sistema respiratório, explica Ram Sasisekharan, principal autor do artigo americano e pesquisador do Massachusetts Institute of Technology (MIT). Segundo o cientista, a limitação justificaria o padrão da pandemia – um grande número de surtos em grupos locais em vez de um contágio generalizado. Mas mudanças genéticas, comuns no vírus da gripe, podem alterar a dinâmica da doença e torná-la mais infecciosa.

(Fonte: Jornal da Tarde, por Alexandre Gonçalves)

Para tirar mais dúvidas sobre a Gripe Suína (Influenza A – H1N1) Ligue:

Comentários (2)

 

  1. Mary Letícia disse:

    Sou acadêmica da área da saúde, estive pesquisando alguns dados a respeito da nova gripe, se for possível, peço para alguém mais especializado pesquisar a relação entre substãncias presentes no líquido amniótico e o fortalecimento do vírus H1N1, como hidratos de carbono e proteínas, que podem ocasionar a mutação do vírus e a resistência do organismo ao medicamento.

  2. […] vítimas fatais no país. Até a sexta-feira passada, 33 mortes foram associadas à infecção pelo vírus H1N1, responsável pela transmissão dessa nova cepa gripal, em quatro estados – São Paulo, Rio de […]

Deixe seu comentário

Sobre este site

Site que reúne as notícias mais relevantes da mídia nacional e internacional.