Imóveis financiados na Caixa Econômica Federal têm limite de R$ 700 mil reais

novembro 12, 2012 | América do Sul, Brasil, Documentos, Economia

Com o objetivo de ampliar a participação no mercado dos consórcios imobiliários e oferecer opções de compra para clientes com maior poder aquisitivo, a Caixa lançou um pacote de mudanças nas cartas de crédito. A partir deste mês, o valor máximo das cartas para a compra de imóveis consorciados passa de R$ 300 mil para R$ 700 mil. Além disso, as taxas de administração foram reduzidas de 18% para 16%, chegando a 15% para correntistas do banco, no caso de compras de R$ 400 mil a R$ 700 mil. O prazo máximo para pagamento foi ampliado de 120 para 200 meses.

Com as mudanças, a Caixa segue os passos de outras instituições financeiras como Banco do Brasil e Itaú Unibanco, que já haviam aumentado seus limites em março. O programa de consórcios da Caixa é válido para a compra financiada em grupo de casas, apartamentos, lojas comerciais, terrenos e até materiais de construção.

Segundo a gerente da filial da Caixa Seguros na Bahia, Lizete Cerqueira, as mudanças são uma adaptação à nova realidade do mercado. “Notamos uma forte valorização dos imóveis nos últimos anos, o que pede uma resposta das instituições que administram os consórcios”, explica. Com as novas margens, a instituição espera contemplar as classes A e B. Segundo dados da Caixa, em 2011, um total de 18,3 mil cartas de crédito foi concedido pela instituição em todo o país. Na Bahia, foram 742.

Condições

O consórcio é uma modalidade de compra autofinanciada em grupo. Várias pessoas se reúnem, por intermédio de um banco, para comprar um imóvel ou outro bem e cada uma paga uma cota de entrada, além das parcelas mensais. Cada mês, alguns imóveis são sorteados entre os consorciados. Após serem contemplados, os participantes do grupo continuam pagando até o fim do prazo acordado em contrato.

Porém, a compra de imóveis em consórcios tem custos. Uma taxa total de administração calculada sobre o valor da carta de crédito é cobrada dos clientes. Essa taxa também depende do prazo de pagamento estabelecido. Antes, correspondia, em média, a 18% do valor do imóvel. Com as novas condições, as taxas caíram para 16%. Para participar de um consórcio de um apartamento no valor de R$ 400 mil, é preciso pagar ao banco uma taxa de R$ 64 mil. O pagamento é distribuído da segunda à quinta parcela do consórcio. Além dessa taxa, outros custos obrigatórios devem ser levados em conta. O banco também cobra um seguro de garantia obrigatório e um fundo de reserva, espécie de caixa emergencial para suprir imprevistos.

De acordo com uma simulação feita pela Caixa, uma carta de crédito no valor de R$ 700 mil, para ser paga no prazo máximo de 200 meses, gerará uma parcela média de R$ 4.523,11. O valor dos pagamentos mensais diminui com o tempo. Enquanto a primeira parcela custa R$ 5.541, a partir do segundo ano o consorciado passa a pagar um valor mensal de R$ 4.447,49.

A Caixa Consórcios tem uma carteira de mais de R$ 12 bilhões em crédito para 159 mil consorciados ativos, tendo contemplado 70% deles. Em todo o país, a Caixa entrega uma média de 75 bens por dia, considerando as modalidades de carro, moto e imóveis.

Mercado

O presidente da Associação dos Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário da Bahia (Ademi-BA), Nilson Sarti, considera que a iniciativa dos bancos brasileiros vem em boa hora. “Com isso, os bancos vão ampliar o atendimento, atingindo novos clientes”. Segundo ele, o teto praticado anteriormente pela Caixa estava defasado. Segundo o índice Fipe Zap, que pesquisa o preço dos imóveis no país, a valorização dos imóveis entre janeiro a setembro deste ano foi, em média, de 15,2%.

Sarti comemorou a mudança. “Enxergamos como positiva qualquer mudança que aumente as possibilidades de compras dos clientes”.

No entanto, ele afirma que o processo de compra consorciada de imóveis ainda corresponde a uma parcela pequena do mercado baiano. “Quem quer comprar um imóvel e tem pressa não recorre a um consórcio, porque é uma modalidade muito demorada e que ainda tem muita burocracia”, critica. “Mas essa mudança ajudará a aumentar ainda mais as possibilidades dos compradores de imóveis”.
zEle considera que os financiamentos são a modalidade mais adequada para quem não pode esperar muito e está disposto a pagar juros mais altos.

Por sua vez, a técnica da Caixa Consórcios considera o consórcio a opção planejada e mais econômica para quem não tem condições financeiras de comprar um bem à vista, já que não há incidência de juros sobre as parcelas. “O comprador tem a possibilidade de se programar, escolhendo o grupo que mais se adeque às suas condições financeiras”. Na Caixa, além dos novos valores, os clientes podem comprar cartas de crédito a partir de R$ 30 mil, com prazos de 120, 150 meses e 200 meses, conforme o valor do crédito.

Além dos consórcios tradicionais com sorteios, existem outras modalidades de compras consorciadas, em que a administradora realiza mensalmente uma espécie de leilão, nos quais os clientes podem fazer lances. Quem pagar a maior entrada leva o imóvel primeiro.

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