Juros baixos – Caixa reduz juros do crédito imobiliário em até 21%

Abril 25, 2012 | Brasil, Documentos, Economia, Empresas, Utilidade Pública

A Caixa Econômica Federal anunciou na manhã desta quarta-feira (25) a redução dos juros do crédito imobiliário. As taxas de juros para quem compra imóvel vão cair em até 21% e valem para todos os clientes nas condições do SFH (Sistema Financeiro de Habitação). O anúncio foi feito durante o lançamento do 8º Feirão Caixa da Casa Própria, em Brasília.

Nas últimas semanas, a Caixa e o Banco do Brasil reduziram os juros para o crédito ao consumidor e outras linhas de empréstimo. Em seguida, a redução começou a ocorrer também nos bancos privados (veja quadro abaixo).

As novas condições para financiamento habitacional vão valer em todas as agências para contratos celebrados a partir de 4 de maio deste ano, data de abertura do 8º Feirão da Caixa.

O vice-presidente de Governo e Habitação da Caixa, José Urbano Duarte, disse que a redução das taxas está baseada em condições técnicas e reforçou que valerão para todos os clientes.

— A redução é uma decisão consciente, consistente e com embasamento técnico. Nós queremos que que os clientes façam mais negócios conosco. E todos os financiamentos seguem a mesma premissa: A redução de taxas vale para todos os clientes, independente do nível do relacionamento.

A Caixa chama de relacionamento o cliente que tem conta, cartão de crédito ou cheque especial no banco.

Urbano comentou que o perfil da carteira tem mudado nos últimos anos, devido a vários fatores. São facilitadores dos contratos, por exemplo, as prestações em sistema decrescente, a melhora na renda das famílias, o limite de 30 anos no financiamento e as garantias.

— Analisando a série histórica, os contratos cresceram de forma acelerada desde 2008 e com o aumento da adimplência. Em janeiro de 2007, por exemplo, a inadimplência nos primeiros 90 dias era de 3% e caiu para 1,7% em março de 2012. E ainda há muito espaço para crescer. O mercado imobiliário brasileiro ainda vai crescer muito.

Para imóveis de até R$ 500 mil, dentro do SFH, os juros mínimos passam de 10% a. a. para 9% a. a. Para clientes com relacionamento no banco e conta salário, a taxa cai ainda mais e pode chegar a 7,9% a.a.

Em financiamentos de R$ 200 mil, por exemplo, todos os clientes economizarão cerca de R$ 1.800 na prestação do primeiro ano, e um total de mais de R$ 18 mil em um contrato de 20 anos.

Para financiamentos de até R$ 170 mil, nas regras do FGTS e com relacionamento e conta salário na Caixa, a taxa máxima de juros passa de 8,4% a.a. para 7,9% a.a. No caso de clientes cotistas do FGTS, essa taxa cai para 7,4% a.a., inclusive para financiamentos enquadrados no Programa Minha Casa Minha Vida, na faixa de renda acima de R$ 3.100.

Imóveis ainda mais baratos, como um que custe R$ 100 mil, por exemplo, nas regras do FGTS, a economia será de R$ 450 no primeiro ano e aproximadamente R$ 7.000 em 30 anos.

Fora do FSH

Financiamentos fora do FSH (valores de imóvel superior a R$ 500 mil) também terão redução na taxa de juros. Os juros anuais terão redução de 11% para 10% para todos os clientes. Com relacionamento e conta salário, o juro cai para 9% ao ano.

Em um imóvel de R$ 600 mil, por exemplo, a economia chega a R$ 54 mil em 20 anos, sendo mais de R$ 5.600 de economia no primeiro ano de financiamento.

A Caixa detém 74% dos financiamentos habitacionais do País, com uma carteira estimada em mais de R$ 153 bilhões. Ao baixar os juros, a Caixa estimula todo o mercado, sobretudo os bancos privados, a reduzir as taxas para não perder negócios.

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Dicas para pagar menos juros
1º – Fale com o gerente e pergunte sobre as menores taxas. Nem sempre o banco enquadra o cliente automaticamente na nova linha de crédito
2º – Caso seu banco não ofereça taxa satisfatória, procure outros bancos e pesquise as taxas de juros
3º – A taxa de juro varia de cliente para cliente. Para decidir a taxa, o banco leva em conta fatores como tempo de relacionamento e forma de uso do crédito

*Taxas ao mês
**Com conta-salário
***Somente para empresas
Fontes: Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil, Santander, Itaú-Unibanco, HSBC e Bradesco

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