Livro “Não elogie o funcionário por fazer bem o seu trabalho” – Motive de maneira diferente a sua equipe

julho 12, 2012 | Padrão

Esqueça tudo que você leu sobre como motivar sua equipe. O livroNão Elogie o Funcionário Por Fazer Bem o Seu Trabalho”, do consultor e palestrante Stephen M. Shapiro, coloca por terra a velha sabedoria corporativa que manda destacar pontos positivos e, assim, deixar a equipe engajada.

O título original em inglês, aliás, é bem menos controverso que o da edição em português – “Best Pratices Are Stupid” (As Melhores Práticas São Estúpidas, em português). Mas a obra lança pequenas polêmicas do começo ao fim, com a promessa de elencar 40 atitudes erradas que as empresas cometem na gestão de pessoas.

Em uma das dicas, por exemplo, o autor sugere que o gestor contrate pessoas de quem ele não gosta. “A criatividade e a inovação surgem a partir da tensão, dando origem a pontos de vista diferentes e a maneiras alternativas de solucionar problemas”, sugere Shapiro.

A resposta à provocação do titulo brasileiro até faz sentido. De acordo com o autor, reconhecer as pessoas por fazerem o que eles foram contratados reforça uma cultura onde o status quo é bom o suficiente. Para realmente atingir a inovação, é preciso elogiar aquilo que excede. Ou seja, incentivar mesmo, só quando o funcionário fizer além da descrição do seu cargo.

Outro conceito corporativo que o livro coloca em dúvida é o de “pensar fora da caixa”. Para Shapiro, não adianta partir de uma lousa em branco. É mais efetivo prover parâmetros bem definidos, que ajudarão a aumentar o resultado criativo. “Em vez de dizer aos seus funcionários para pensar fora do quadrado, dê-lhes um quadrado melhor a partir do qual possam inovar. Essas restrições, na verdade, irão aumentar a criatividade e levar a soluções úteis”, explica.

Para comprovar sua tese, Shapiro, que já foi consultor de empresas como a General Eletric (GE) e as Forças Aéreas dos EUA, lista uma série de casos. Um deles questiona a premiação de boas ideias nas empresas, algo feito por companhias como a Cisco, a LG e a própria GE.

Mas, segundo o autor, essa prática pode premiar uma ideia boa na teoria, porém, uma iniciativa que será um fracasso na prática. O bom exemplo vem da Netflix. A empresa pagou US$ 1 milhão a um grupo de matemáticos de fora da empresa, que criou um algorítimo. O sistema acabou rendendo milhões à Netflix, que só pagou o prêmio depois que a engenharia se provou uma ação de resultados.

Com esses conceitos curiosos, o livro já foi objeto de reportagens em revistas como a Fortune. A edição em português dá umas escorregadas na tradução, mas é bem organizada. E a leitura é, no mínimo, instigante.

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