Parada Gay 2009 SP – Foi marcada por brigas e furtos

junho 14, 2009 | Acidentes, Brasil, Comportamento, Entretenimento, Incidentes, Polícia, São Paulo

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Um rapaz foi agredido por cinco homens por volta das 19h deste domingo (14) na região central de São Paulo. O jovem, que voltava da Parada Gay, foi amparado por pessoas que passavam e em seguida socorrido pelo carro do Resgate. Segundo uma testemunha da agressão, a vítima estava visivelmente embriagada e caminhava na Rua Dona Antônia de Queirós.

Na esquina com a Rua Frei Caneca, ele teria tropeçado e esbarrado em um grupo de cinco pessoas que estava encostado em um muro. “Ele foi empurrado e espancado. Logo desmaiou”, disse a hoteleira Aliane Zappia, de 22 anos. “Chegaram a pular em cima dele.”

Após o espancamento, os agressores saíram caminhando pela Rua Dona Antônia de Queirós sem serem incomodados. Aliane e seus amigos, que passavam pelo local no momento do incidente, ligaram para a polícia e para os bombeiros.

Antes da chegada do Resgate, um médico ajudou a prestar os primeiros socorros à vítima. “O cara acordou e encostou no próprio sangue no chão. Ele ficou muito assustado”, contou a jovem. Até as 20h, ninguém havia sido preso pela agressão.

Traficantes detidos  
Durante a Parada Gay, foram detidos dois traficantes com cocaína nas proximidades da Rua Sergipe, segundo a Polícia Civil. Eles foram levados para o 4º DP, na Consolação, na região central.

Na delegacia, também foi registrado um caso de ato obsceno, porque um rapaz foi detido por urinar em um carro da Polícia Militar. No 4º DP, foi registrado também um roubo a mão armada. A polícia não passou detalhes sobre as ocorrências. Dezenas de pessoas foram furtadas ao longo do dia durante a parada gay.

Mesmo com um número menor de participantes, a 13ª edição da Parada do Orgulho Gay, na Avenida Paulista, foi marcada neste domingo por brigas, confusões, empurra-empurra, desmaios e dezenas de furtos. Por causa disso, a Polícia Militar deve sugerir aos organizadores mudanças para o próximo ano.

Segundo o coronel Marcos Chaves, comandante do policiamento na região central, “o grande número de pessoas nos dá a impressão de que a Paulista está pequena para esse evento”, disse. Apesar disso, negou que vá sugerir uma transferência. “Isso não cabe a mim, mas à comissão organizadora.”

Para tentar melhorar a segurança para as próximas edições, o coronel vai elaborar amanhã um relatório, solicitando a diminuição da área reservada embaixo do Museu de Arte de São Paulo (Masp). Outra recomendação será prolongar as áreas restritas ao estacionamento de veículos para dois quarteirões além da avenida. Este ano, a proibição atingia um quarteirão antes do evento.

A principal confusão ocorreu às 14h30, na frente do Masp, quando o erro de um motorista de ambulância, que pegou a mão errada, causou tumulto. Para dar passagem à ambulância, as pessoas se deslocaram na direção do museu, se espremendo ao lado das barreiras metálicas que isolavam a área.

Até as 16 horas foram registradas 60 ocorrências médicas, a maior parte envolvendo jovens de 16 ou 17 anos, por consumo excessivo de bebidas alcoólicas. Segundo a Guarda Civil Metropolitana, que montou operação especial com 350 homens para coibir a venda, o total de garrafas apreendidas lotou quatro caçambas.

Segundo os organizadores, mesmo sem um balanço fechado, também foi possível verificar aumento no número de brigas durante a Parada. A maior briga ocorreu também nas proximidades do Masp e envolveu cinco pessoas. Ao menos três foram esfaqueadas e encaminhadas para a Santa Casa.

No 4º DP, a maioria dos boletins de ocorrência registrados era de furtos de carteiras, celulares e câmeras digitais. Em todos os casos, o furto acontecia após empurra-empurra.

Fonte: G1 

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