Prótese de silicone – Volumes em torno de 300 ml são as mais usadas – Veja fotos das próteses

outubro 25, 2011 | América do Sul, Brasil, Foto, Sensualidade

Eu digo que, hoje, há dois tipos de mulher: a que está colocando [silicone] e a que ainda vai colocar”

Sebastião Guerra, presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP)

 

Silimed, maior fabricante do país, prevê alta de 20% nas vendas no ano.

Os números do mercado de implantes de silicone confirmam uma tendência visível no busto das brasileiras: a procura nunca foi tão grande e os modelos mais vendidos nunca foram tão volumosos. Segundo as duas fabricantes nacionais, Silimed e Lifesil, as próteses de mama com volume em torno de 300 ml passaram a ser as mais vendidas. Até o início dos anos 2000, os modelos mais vendidos não chegavam a 200 ml.

Segundo Margaret Figueiredo, sócia-diretora da Silimed, empresa brasileira líder do mercado, o tamanho médio dos implantes mais vendidos vem crescendo continuamente: “Até os anos 90, as próteses entre 120 ml e 140 ml eram as mais procuradas. Na última década, a média ficou em torno de 200 ml e 250 ml. Agora, a de 305ml é a que mais sai”, afirma Margaret.

Na concorrente Lifesil, que atua no mercado há apenas três anos, 80% das próteses para seios vendidos possuem entre 275 ml e 400 ml. “Fabricamos modelos a partir de 125 ml. Somos a única fábrica do Brasil com implante de 1.000 ml para pronta entrega”, diz o dono da empresa Jorge Wanfurgur, que também é cirurgião plástico. “É raro vender esse produto, assim como também é raro alguém colocar 125 ml”, explica.

O presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), Sebastião Guerra, confirma que as clientes têm procurado colocar implantes cada vez maiores. “Hoje é rotina colocar volumes superiores a 200 ml, e existe uma tendência nítida: aquelas mulheres que há cinco anos colocaram próteses de 140 ml, agora estão voltando para colocar uma maior, por volta de 300 ml”, afirma Guerra.

Uma cirurgia a cada 5 minutos

Para a Sociedade, a popularização da técnica e a maior aceitação social têm levado a mulher a encomendar modelos mais próximos do tamanho que sempre desejaram. “O silicone começou sendo usado de maneira muito reservada, acanhada. A mulher tinha vergonha de falar que tinha colocado implante. A liberdade foi acontecendo aos poucos, até as celebridades passaram a dizer que usam. Eu digo que, hoje, há dois tipos de mulher: a que está colocando [silicone] e a que ainda vai colocar”, diz Guerra.

A SBCP prevê um crescimento em torno de 10% no número de cirurgias plásticas realizadas no país em 2011. Hoje, são 5.050 cirurgiões atuando no mercado. O Brasil só fica atrás dos Estados Unidos, onde os cerca de 6 mil profissionais realizam aproximadamente 840 mil intervenções por ano.

A última pesquisa encomendada pela Sociedade mostra que o implante de silicone nas mamas é a cirurgia campeã na preferência das brasileiras, com 21% das intervenções estéticas realizadas no país.

O número de cirurgias plásticas realizadas no país subiu de 629 mil, em 2009, para 720 mil, em 2010, segundo os dados da SBCP. Desse total, estima-se que 73% sejam cirurgias estéticas e 27% reparadoras. Ou seja, por ano são realizadas no país cerca de 110 mil cirurgias de aumento de mama, o que corresponde a uma média de uma cirurgia a cada 5 minutos.

“Até o início dos anos 80, eram nove cirurgias de redução para uma de aumento. Hoje, estimamos que são 6 aumentos para 4 reduções”, destaca a sócia da Silimed, que atua no mercado desde 1978. Ela observa ainda que próteses começam a ser usadas até mesmo em intervenções de diminuição do tamanho dos seios.

Produção nacional bate recorde

A Silimed afirma ter vendido 195 mil próteses de silicone nos seis primeiros meses do ano – uma alta de 15% em relação ao mesmo período do ano passado e o melhor desempenho da história da empresa. Em 2010, foram comercializados 340 mil implantes. Desse total, 64% foram próteses de mama. O restante da produção inclui implantes de glúteo, panturrilha, peitoral masculino, peniana, testiculares, entre outras.

“De quatro anos para cá, nossa produção vem registrando aumento anual de cerca de 10%, mas esses primeiros meses de 2011 superaram todas as expectativas. Esperamos fechar o ano com um crescimento de 20% nas vendas”, afirma a sócia-fundadora da empresa, que hoje já distribui seus produtos para cerca de 60 países e acaba de receber permissão para atuar no mercado americano de implantes de mama.

A Silimed possui duas fábricas no Rio de Janeiro e estima deter cerca de 35% do mercado. “Já chegamos a ter perto de 70% de participação. Este é um mercado que cresceu muito. Hoje temos uns 16 concorrentes, incluindo até empresas chinesas”, diz Margareth.

A Lifesil, única concorrente brasileira, só produz, por enquanto, implantes de mama e fita de gel de silicone, mas estima já ter abocanhado cerca de 10% do mercado nacional de próteses para os seios. A empresa, com sede em Curitiba, prevê terminar o ano com uma produção de 40 mil pares de implantes de mama.

“No ano passado, produzíamos uma média de 500 pares por mês. Hoje já atingimos uma média mensal de 6 mil pares”, diz Wanfurgur.

Para o presidente da SBCP, o produto brasileiro compete hoje de igual para igual com os importados dos Estados Unidos e Europa. “As próteses melhoraram muito. O silicone já é um produto com 50 anos de mercado e o tempo mostrou que o risco é muito baixo. Hoje, o gel é coeso, pode arrebentar que não escorre”, afirma. “As próteses antigas eram placas achatadas. Hoje, há modelos em forma de pirâmide, que acomodam e ajudam a sustentar melhor a mama. A mulher deita e a mama fica cônica, em pé”, explica.

A maior concorrência também tem ajudado a baixar o preço médio dos implantes, que hoje já podem ser pagos em até 12 parcelas. Segundo a SBCP, o preço médio de um par de implantes de mama está em torno de R$ 1.400, correspondendo a cerca de um terço do valor da cirurgia.

Inovações em design

Apesar do tamanho médio dos implantes ter inflado nos últimos anos, o mercado avalia que o volumes mais vendidos tendem a se estabilizar no patamar de 300 ml.

Para a sócia da Silimed, hoje já está se dando mais valor à forma que ao volume. Tanto que a empresa passou a fabricar linhas mais anatômicas, com diferentes opções de projeção e que levam em conta a espessura do tecido mamário e largura das mama de cada mulher. “Implantes com base menor e variações de diâmetro, mais adaptados às medidas do tórax, podem ter um volume menor e proporcionar resultado semelhante aos das próteses de 285 ml e 305 ml”.

“Os moldes passaram a ter altura maior e diâmetro menor, para dar mais projeção, porque a mulher gosta de seios mais arredondados, com colo mais cheio”, opina o cirurgião Jorge Wanfurgur, que afirma ter criado a Lifesil para oferecer mais opções de desenho.

“Quem dita essas tendências são as atrizes, a moda e a mídia. Talvez um dia isso inverta e o tamanho preferido diminua, mas acho que nunca mais o padrão será a mama pequena. A beleza brasileira está a associada à imagem do peito e da bunda, e a mama faz parte da sexualidade da mulher”, completa o cirurgião.

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