Terceira idade – Malhação melhora saúde, fôlego e até a vida social dos idosos de SP

outubro 24, 2009 | Biologia, Comportamento, Relacionamentos, Saúde


Academias da cidade investem em programas para os maiores de 60 anos.
Quem faz exercício relata ter menos dores e vida menos reclusa.

O dentista Benedito Sérgio Bassit começou a frequentar a academia aos 57 anos, levado por amigos. Até então, apenas jogava vôlei aos fins de semana. Hoje, 15 anos depois, com 72 de idade, ele faz aulas de circuito, corrida, alongamento e até natação quatro vezes por semana, e diz não abrir mão do resultado. Como ele, outros idosos encontraram no exercício uma forma de cuidar da forma física, da saúde e da vida social. De olho no mercado, academias de São Paulo investiram em programas específicos para esse público.

“Faz bem para a saúde, para a disposição, para o trabalho, para a vida sexual. Trabalho até de sábado de manhã, saio e não fico cansado”, conta Bassit, que tem saúde de ferro. “Fico até com vergonha quando vou ao médico e não tem nada. Sou o mais novo em todas as turmas, queria que mais gente da minha idade fizesse também. Vou fazer exercício até onde der, para ir para o céu em forma.”

Benedito malha na Fórmula Academia, que tem um programa voltado para as pessoas com mais de 60 anos que querem fazer exercício físico. Como a faixa etária normalmente está mais suscetível a problemas de saúde, os treinos são precedidos de avaliações físicas e acompanhados por professores especializados, com atenção individual – para acabar com o estigma de que academia não é lugar para pessoas mais velhas.

“São três etapas: treinamento cardiovascular, fortalecimento muscular e alongamento. O fortalecimento pode ser na musculação ou com ginástica funcional, com exercícios inspirados no dia a dia do idoso”, conta Dario Marcelo Mathias, professor responsável pelo programa. Todos têm a pressão medida antes de começar as atividades, e um acompanhamento de possíveis sintomas que possam indicar problemas é feito. Os resultados, segundo o professor, são animadores.

“Tem gente que não conseguia caminhar direito, subir escada sem perder o fôlego, e hoje está andando bem. Eles conseguem carregar o neto no colo com segurança, levar as sacolas do supermercado. Ajuda a ter autonomia. São melhorias no dia a dia, que é o que eles querem”, explica Mathias.

Alunos-fazem-exercicios-abdominais-na-aula-voltada-60-anos-na-academia-Bio-Ritmo-Foto

Fim das dores

Depois de vários tratamentos e horas de fisioterapia, as dores causadas por uma inflamação no quadril da professora aposentada Heloísa Helena Salvia Rensi, de 68 anos, só pararam de incomodar depois que ela começou a fazer academia regularmente, com exercícios específicos para seu problema. “Sou meio acomodada, tenho que ter tudo planejado. Como pago, tenho a obrigatoriedade de ir. Faço por necessidade de saúde, mas esteticamente a gente fica mais firme também”, conta.

Heloísa frequenta há um ano e meio três vezes por semana as aulas do programa Bio Master, da academia Bio Ritmo, que tem aulas com exercícios de musculação, alongamento, ioga, pilates e exercícios ergométricos específicos para idosos. “Eu me sinto muito bem fazendo exercícios. Enquanto estou fazendo ginástica, não dói nada. Mas se eu viajo e paro um pouco, começam a doer outras partes do corpo”, explica a professora.

As aulas visam dar autonomia e independência para os alunos idosos, com foco na prevenção. O programa foi implantado em 2003 e começou com apenas uma turma. Hoje, são 12, com mais de 250 alunos. Os professores fazem treinos personalizados, que são executados por cada um dos alunos dentro do horário da aula. A equipe também acompanha de perto os idosos, de acordo com o que cada pessoa pode render.

“Hoje eu sinto falta de fazer exercício, foi uma descoberta para mim. Comecei meio obrigada pelo meu filho, mas foi muito bom. Tenho me sentido com mais disposição, não só fisicamente, mas psicologicamente. Tenho mais pique para fazer as coisas, trabalho, ando, cuido da casa”, conta a psicanalista Dalva de Oliveira, de 61 anos, há dois no programa da academia.

Ela explica que a atenção dos professores é fundamental. “A minha geração fazia exercício de uma forma puxada, errada. Agora a gente aprende a fazer direitinho. Às sextas, até entro mais cedo para fazer ioga.”

Vida Social

Mesmo quem já faz exercícios há bastante tempo não nega os benefícios que a academia traz para a vida social. O dentista Bassit, conhecido e abordado por todos na Fórmula, organiza jantares entre os amigos feitos no local.

Na turma da Bio Ritmo, os eventos sociais incluem reuniões como o chá de bebê de uma professora e até viagens. “Isso é importante também na nossa idade, a gente fica mais longe das coisas. Fazer amigos é lucro”, diz Heloísa.

A colega Dalva, que teve um filho morto em uma briga de trânsito há cerca de um ano, ressalta a importância das amizades “Fiz minha terapia com eles, foi muito importante. Nessa idade, as pessoas ficam meio isoladas. E lá, eu sinto uma união muito grande.”

Fonte G1

Comentários (1)

 

  1. Eduarda disse:

    eu gostei muito sobre os fins das dores,mas eu queria que tivesse mais fotos de pessoas já de idade fazendo um exercisio mais pesado como correr,pulasr corda,dançar,fazendo capoera .

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