Traição na Web – Rede social para traição chega ao Brasil e já reúne mais de 10.400 usuários

julho 18, 2011 | América do Sul, Brasil, Comportamento, Foto, Mundo, Redes Sociais, Relacionamentos, Sensualidade

“Site que promove encontros para pessoas casadas estourou em acessos nas primeiras 48 horas no ar, com um novo cadastro a cada 16 segundos”

Quando Michael Williams descobriu que 40 milhões de americanos viviam casamentos sem sexo, ele teve uma ideia: criar um site de relacionamento que fosse uma alternativa para mulheres e homens que precisavam satisfazer seus desejos sexuais. A partir daí, nasceu o Ohhtel, uma rede social de encontros para pessoas casadas. O site já funcionava nos Estados Unidos desde janeiro de 2009 e na semana passada chegou ao Brasil, onde reuniu 10.400 usuários nas primeiras 48 horas, com uma pessoa nova se inscrevendo a cada 16 segundos.

No Ohhtel as mulheres não pagam pelo serviço, apenas os homens. Isso porque, segundo Lais Ranna, vice-presidente de operações do Ohhtel para o Brasil, os homens têm mais facilidade em encontrar parceiras sem a ajuda do site, enquanto as mulheres costumam se envolver com pessoas em seu círculo de amizades e essas relações de adultérios se tornam mais arriscadas. Dessa forma, o site auxilia mulheres a procurar por parceiros que topem uma aventura sexual fora do casamento com total discrição.”Homens e mulheres podem se cadastrar e ver perfis gratuitamente, mas somente as mulheres podem enviar email para os pretendentes sem pagar nada. Os homens precisam pagar uma taxa de R$ 60 para enviar mensagens para até 20 mulheres diferentes”, explica a executiva.

De acordo com Lais, a rede só chegou ao Brasil, porque a empresa recebeu mais de 3 mil e-mails de brasileiros que haviam se interessado pelo serviço. Além disso, a equipe descobriu que o país está na lista dos cinco lugares que mais acessaram o site nos últimos dois anos, mesmo sem poder usá-lo. Com a alta demanda, o Ohhtel realizou uma pesquisa no fim de 2010 e descobriu que, em um grupo de 2.500 entrevistados, 19,2% vivem um casamento com menos de uma relação sexual por mês e que 51% estão insatisfeitos com suas vidas sexuais. Em uma projeção nacional, os dados indicaram, então, que cerca de 14 milhões de brasileiros vivem casamentos sem sexo. “Não vemos o site como incentivo à traição. As pessoas cometem adultério mesmo em países em que a traição gera pena de morte. Ou seja, as pessoas trairiam com ou sem o Ohhtel, nós apenas somos uma ferramenta para facilitar o encontro com discrição”, comenta.

No total 1,4 milhão de pessoas entre Estados Unidos, Canadá, Brasil, Chile e Argentina estão cadastrados no site, mas não necessariamente tiveram relações sexuais com outras pessoas. Lais explica que no site é possível identificar qual é o seu objetivo na rede. Entre as opções estão conversas eróticas, encontro de curto prazo, longo prazo e vale tudo. “Solteiros também podem se cadastrar. Algumas pessoas casadas preferem o relacionamento com alguém que seja desimpedido, assim facilita os encontros”, diz. As buscas pelos pretendentes podem ser feitas por meio de diversos filtros como tipo físico, altura, cor dos cabelos, cidade ou idade. Os perfis ainda permitem enviar mensagens privativas e fazer o upload de fotos, que só serão acessadas por pessoas que o usuário autorizar.

Segundo a executiva, umas das vantagens da rede é que o perfil excluído não deixa vestígios da presença do usuário, porque as mensagens são apagadas até da caixa de entrada do antigo parceiro. “Nós recebemos muitos emails de pessoas elogiando o site e, claro, de pessoas que não concordam com isso. Nós não inventamos a infidelidade. Ela existe há milhares de anos. O nosso slogan diz: ‘O verdadeiro segredo para um casamento duradouro é a infidelidade'”, conclui. A própria vice-presidente, casada há seis anos, confessa que tem seu perfil cadastrado, mas nunca chegou a ter relações sexuais com outras pessoas. Em seu cadastro ela optou por se limitar apenas a conversas eróticas.

O criador do Ohhtel, agora, tem planos de lançar um novo serviço em 2012. Mas, desta vez, a ideia é capitalizar a crescente legalização do uso medicinal da maconha nos Estados Unidos. Já o plano para Brasil é atingir 200 mil usuários até o fim de 2011.

Fonte: Olha Digital

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