TV OLED – Por que são tão superiores que as plasmas e LCD

Fevereiro 17, 2014 | 4K, Empresas, Entretenimento, Game, Lg, Mundo, Oled, Panasonic, Samsung, Sony, Tecnologia, TV, Videos

Os TVs OLED (Organic Light-Emitting Diode) funcionam a partir de diodos que produzem cores mais naturais e melhores graus de contraste do que as demais tecnologias. As imagens criadas no painel interno são muito mais realistas, inclusive na reprodução de cenas em movimento. São milhares de leds orgânicos capazes de gerar a própria luz, o que resulta em imagens muito mais claras, nítidas e com cores mais ricas do que qualquer outro sistema até hoje conseguiu produzir .

COMO FUNCIONA

Para produzir os leds desses TVs, é necessário montar finíssimas películas de material orgânico entre dois condutores elétricos. Ao ativá-los, os leds emitem luz extremamente intensa. Ao contrário dos painéis LCD, os OLED não necessitam de backlight para isso; cada diodo funciona de modo independente, como um pixel. É por essas e outras razões que os TVs OLED apresentam inúmeras vantagens:

*Taxa de renovação da tela muito mais rápida

*Contraste e reprodução de cores melhores

* Painéis mais finos e mais leves: alguns chegam a apenas 3,5kg, medindo 4mm de espessura, e existem protótipos com apenas 0,3mm.

* Ângulo de visão lateral mais amplo, chegando a 180 graus.

* Menos agressão ao meio ambiente, já que não contêm materiais tóxicos e consomem muito menos energia.

* Maior versatilidade: os painéis OLED pode ser flexíveis ou até transparentes.

Com respeito à qualidade de imagem, o mínimo que se pode dizer sobre os TVs OLED é que é excepcional. A experiência visual é infinitamente mais rica, permitindo assistir de qualquer ângulo sem perda de nitidez nem distorções. Por fazer a renovação da tela de forma milhares de vezes mais rápida do que nos LCDs, os quadros que formam a imagem são vistos sempre com perfeição e muito maior detalhamento.

A gama de cores (Color Gamut) de um display OLED supera em muito os padrões atuais. A paleta é muito mais rica em gradações, exibindo cores mais vivas e vibrantes. As taxas de contraste (estimadas em 1.000.000:1) são as mais altas já alcançadas na reprodução de vídeo, aproximando-se da experiência cinematográfica inclusive nas cenas escuras. E não há o chamado efeito blur – rastros que se formam na tela ao reproduzir imagens em movimento.

OS DOIS TIPOS DE PAINEL

Os fabricantes atualmente utilizam dois processos diferentes para construir os painéis OLED. A maioria deles é do tipo “emissão direta”, também chamados SBS (side-by-side). Cada diodo contém três subpixels, correspondentes às cores primárias (vermelho, verde e azul). Há também o chamado “OLED Branco”, conhecido pelas siglas WOLED ou WRGB. Aqui, cada diodo contém quatro subpixels, todos brancos, sobre os quais são aplicados filtros para as cores vermelho, verde, azul e branco. Esse processo foi desenvolvido pela Kodak, que anos atrás vendeu a patente à LG. É considerado menos eficiente, mas em compensação torna mais simples o processo de produção.

Até início de 2014, somente duas empresas haviam colocado à venda TVs OLED no mercado internacional: as coreanas LG e Samsung. A maioria dos especialistas os considerou os melhores TVs já lançados até hoje. A princípio, a LG leva vantagem por ter sido capaz de lançar dois tipos de TVs: com telas plana e curva, ambos com 55 polegadas. Durante a International CES, realizada em janeiro em Las Vegas, a empresa exibiu ainda modelos de 65″ e 77″, enquanto a Samsung – alegando dificuldades industriais – só tinha o de 55″.

Outros fabricantes também estão nessa disputa, casos de Sony e Panasonic, que chegaram a trabalhar em conjunto com a chinesa AU Optronics e exibiram modelos de 56″. Mas ambas informaram que a parceria foi desfeita e que não têm planos de lançar TVs OLED em 2014 (vale lembrar que a Sony foi a primeira a apostar nessa tecnologia, ainda em 2007, quando lançou o modelo XL-1, de apenas 11″, mais tarde descontinuado). Sabe-se também a Seiko Epson trabalha num sistema diferente de painel OLED, baseado em jato de tinta, mas não há informações sobre esse desenvolvimento.

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