TVs com telas finas – Fabricantes de televisores buscam maiores lucros em telas mais finas

janeiro 2, 2012 | 3D, Amoled, Empresas, Foto, LCD Led, Lg, Mundo, Oled, Plasma, Samsung, Sony, Tecnologia, TV

Os fabricantes de televisores, assolados por um forte declínio nos lucros em 2011, vão começar a fabricar aparelhos ainda mais finos e leves na esperança de reativar o interesse dos compradores e aumentar o preço médio.

A LG Electronics Co., a segunda maior fabricante de TV do mundo, informou que vai vender um aparelho de 55 polegadas que só tem 4,7 milímetros de espessura e pesa 7,5 quilos. Sua rival Samsung Electronics Co., também sul-coreana, maior fabricante de TV do mundo, deve lançar um aparelho de tamanho parecido na grande feira anual do setor, a Consumer Electronics Show, que se realiza este mês em Las Vegas.

As empresas ainda não estão falando em preço, mas devem cobrar alto pelos novos produtos. A firma de pesquisa de mercado NPD DisplaySearch calcula que os novos modelos de 55 polegadas serão vendidos a partir de US$ 8.000 no terceiro trimestre e cairão de preço para abaixo de US$ 4.000 até o fim de 2013, à medida que o volume de vendas aumentar e as empresas desenvolverem técnicas para fabricar os aparelhos a um custo menor.

Os novos produtos representam um marco para a tecnologia de televisores que é discutida há muito tempo como um possível avanço em relação às duas tecnologias que têm predominado na fabricação de aparelhos de tela fina. Os novos modelos surgem num momento em que fabricantes de televisores e telas batalham para encontrar novas formas de incentivar os consumidores em meio a um declínio generalizado de preços, que tem corroído os lucros.

A NPD DisplaySearch informou recentemente que o preço médio de uma TV de tela fina com 47 polegadas nos Estados Unidos ficou abaixo de US$ 1.000 pela primeira vez. Ao mesmo tempo, as pessoas aparentemente não estão correndo em massa para adquirir aparelhos com 3D, como esperavam algumas empresas; a firma de pesquisa de mercado afirma que os aparelhos com 3D representam apenas 8% das vendas norte-americanas.

As novas TVs das duas fabricantes sul-coreanas usam uma tecnologia conhecida pela sigla em inglês oled, de diodo orgânico emissor de luz, que até então só estava disponível em tamanho pequeno. A grande maioria das TVs usa tecnologia de cristal líquido, a LCD, embora uma minoria considerável use a tecnologia de plasma.

O oled já era usado em telas de celular e aparelho de som automotivo. A Samsung, a maior fabricante de telas de oled para celulares, também lançou ano passado um tablet de 7,7 polegadas com a tecnologia.

A principal vantagem do oled é que a própria tela emite luz, o que elimina a necessidade de iluminação atrás da tela e mantém a estrutura geral fina e leve. Em alguns casos o oled tem um contraste de cor melhor e consome menos eletricidade.

A Sony Corp. começou a vender no Japão em 2008 um aparelho de 11 polegadas com tecnologia de oled. Custando US$ 2.200, o aparelho não teve boas ventas e a empresa cancelou o produto em 2010. Outras empresas, como a Samsung e a LG, já exibiram protótipos de telas de oled maiores em laboratórios e conferências sobre tecnologia. Mas até agora nenhuma tinha conseguido produzir telas grandes com oled devido a restrições nos processos fabris.

A subsidiária de produção de telas da LG, a LG Display Co., informou recentemente que vai oferecer telas de oled com 55 polegadas para a LG e outros fabricantes este ano. Ela também anunciou um avanço na tecnologia que permite produzir telas de oled maiores.

As telas menores de oled são produzidas com a aplicação de um material orgânico que emite três cores – vermelho, verde e azul – num substrato. Quando combinadas, as três cores podem reproduzir qualquer tom. Mas é difícil fazer isso numa tela maior porque películas maiores tendem a afundar no meio e os materiais acabam se sobrepondo no substrato, confundindo os pixels.

A solução da LG Display foi empilhar o material orgânico verticalmente, com o vermelho, o verde e o azul se combinando para formar um pixel branco. A cor é então separada por um filtro na tela, de uma maneira parecida com a usada pela tecnologia de LCD para exibir as cores.

“A questão da padronização é um grande problema”, disse Choi Sang-hun, um engenheiro de telas da LG, numa entrevista ao The Wall Street Journal. “Mas melhoramos um novo método de padronização com o oled branco.”

A ideia foi desenvolvida pela Eastman Kodak Co. mas a LG comprou todas as patentes de oled da empresa em 2009. A desvantagem é que os materiais orgânicos têm que brilhar mais, o que significa que os aparelhos de oled fabricados dessa maneira consumirão mais eletricidade.

A Samsung está desenvolvendo um processo de fabricação que usa uma dispersão tradicional dos materiais orgânicos com três cores, mas com alguns refinamentos. A empresa pretende usar esse método nas suas primeiras TVs de oled, disse uma porta-voz da Samsung Mobile Display Co.

Fonte: wsj

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