Vídeo de jovens agredindo rapazes com lâmpadas na Avenida Paulista

novembro 19, 2010 | América do Sul, Brasil, Comportamento, Foto, Golpe, Incidentes, Polícia, São Paulo, Videos, Violência

Vídeo de jovens agredindo rapazes com lâmpadas na Avenida Paulista

Imagem mostra grupo atacando rapazes com lâmpadas na Avenida Paulista.
Promotor da Infância e Juventude apura se homofobia motivou agressões.

O Ministério Público requisitou as imagens gravadas por câmeras de segurança de um prédio na Avenida Paulista, em São Paulo, que mostram cinco garotos agredindo gratuitamente três jovens que passeavam no último domingo (14). Segundo o promotor da Vara da Infância e Juventude Tales Cezar de Oliveira, um promotor designado para o caso deve analisar as cenas na tarde desta sexta-feira (19) para decidir se pedirá à Justiça a internação para quatro menores de idade suspeitos da agressão, que teria sido motivada por homofobia.

Segundo as vítimas, que dizem não ser gays, os agressores teriam dito frases homofóbicas antes do ataque. O vídeo mostra os três rapazes caminhando pela calçada e outros cinco cruzam o caminho, no sentido contrário, um deles com duas lâmpadas fluorescentes nas mãos. Sem qualquer motivo aparente, o agressor usa uma lâmpada para atingir o rosto da vítima. Em seguida, ele desfere novo golpe, com a outra lâmpada, no jovem. A vítima reage e há correria. Mas essa sequência sai do alcance da câmera e não é registrada. Depois, o segurança de um prédio aparece indo em direção à confusão, que termina.

Quatro adolescentes de classe média, com idades entre 16 e 17 anos, suspeitos da agressão chegaram a ser apreendidos pela Polícia Militar, foram levados ao 5º Distrito Policial, no Cambuci, no Centro, e depois à Fundação Casa (extinta Febem), onde dormiram na ala de internação a espera da oitiva que iriam prestar ao promotor do caso e a um juiz. Acompanhados dos pais e advogados, eles deram depoimento e foram liberados para aguardar o processo em liberdade.

O quinto jovem suspeito de agredir os três rapazes, um jovem de classe média de 19 anos amigo dos outros quatro menores, chegou a ser preso, mas depois foi solto, por decisão da Justiça. Seus advogados haviam entrado com um habeas corpus alegando que ele tem residência fixa e trabalha em atividade lícita. Ele também responde a processo por lesão corporal que teria sido motivada por homofobia, mas na esfera criminal porque é maior de 18 anos.

A vítima atingida pelas lâmpadas é o estudante de jornalismo Luis Alberto, de 23 anos. No domingo (14), ele contou que estava acompanhado por dois amigos, quando foi violentamente agredido no rosto. “Ele deu um grito pra chamar a nossa atenção. Na hora que olhei, ele foi e lançou a lâmpada no meu rosto”, disse Alberto, que reagiu. “Depois fui agredido pelos outros integrantes do grupo”. O G1 não conseguiu localizá-lo nesta sexta para comentar o assunto.

Os quatro menores e o maior também são acusados de agredir outros dois rapazes no domingo passado momentos antes de bater nos três jovens citados acima. O motivo da agressão também teria sido homofobia. Assim como o grupo vítima das lâmpadas que diz ser heterossexual, essas duas vítimas também afirmaram à reportagem que não são homossexuais.

Promotoria
“O fato de as vítimas dizerem que não são gays não importa para o processo. A apuração é que elas teriam sido agredidas por serem confundidas com gays. A motivação do ataque seria por homofobia. E isso será apurado”, afirmou o promotor Tales de Oliveira por telefone ao G1.

Segundo ele, a promotoria requisitou as imagens para juntar ao processo e verificar o que será feito em relação aos quatro menores. “O processo está em andamento, é juntar provas dos fatos para aguardar a sentença. Depois vai verificar que providência será tomada. A única coisa que pode acontecer diferente é o pedido de internação para os adolescentes. A promotoria vai analisar se vai pedir a internação mediante imagens. Essas imagens podem levar os meninos à internação, pode mudar o quadro probatório”, disse Tales de Oliveira.

As mesmas imagens que serão analisadas pelo Ministério Público também deverão ser vistas pela Polícia Civil, que apura o envolvimento do jovem de 19 anos nas agressões. O G1 não encontrou o delegado José Matallo Neto, responsável pelo caso, para falar do assunto nesta sexta. Segundo a assessoria de imprensa da Secretaria da Segurança Pública, durante a tarde desta sexta será ouvido o depoimento do segurança que aparece nas imagens.

Além das agressões aos três jovens por suposta motivação homofóbica, os cinco jovens suspeitos também foram acusados de roubar um lavador de carros na região da Avenida Paulista no último domingo.

Outro lado
No dia 14, a mãe de um dos menores suspeitos, que pediu para não ter seu nome divulgado, chegou a pedir a punição ao próprio filho.

Já o advogado Orlando Machado, que defende um dos supostos agressores, havia dito no domingo passado que as agressões aos jovens não tiveram cunho homofóbico e foi uma confusão generalizada: “Eles atacaram e foram atacados. Foi uma briga. Não foi questão homofóbica de forma alguma. O motivo da briga foi uma paquera que algum deles teria recebido. E tudo começou por aí. Os quatro menores e um maior de idade tinham acabado de sair de uma festa e foram para a Avenida Paulista, onde as agressões ocorreram”.

O G1 não conseguiu localizar Orlando Machado nesta sexta para falar do caso. A reportagem também não achou os outros advogados dos suspeitos.

Vítima
Por telefone, um fotógrafo de 22 anos, que afirma ter apanhado junto com um amigo do grupo de cinco jovens de classe média, falou que levou socos, chutes e foi xingado com palavras homofóbicas sem qualquer motivo.

“Estávamos aguardando um táxi. Não somos gays e fomos confundidos. Foi de graça. Estávamos perto da estação do metrô Brigadeiro’, disse o fotógrafo ao G1 nesta sexta. “Fiquei indignado aos ver as imagens da agressão ao garoto que apanhou com as lâmpadas. Nunca vi tamanha ignorância. Isso mostra que o que ocorreu foi totalmente contra o que os advogados estavam falando. Não teve paquera, nem briga. Foi de graça”.

Comentários (6)

 

  1. eu disse:

    haa esses viadinhos tem mais q apanhar msm num fode queima rosca do caralho

  2. marcelo disse:

    o filho dela deve levar uma bela surra , ai sim vai ter bastante motivo para chorar, se fosse comigo eu fazia uma magia negra e fudia com a vida desse guri

  3. marcelo disse:

    Que advogadozinho de bosta vem dizer que houve paquera, o senhor advogado, vc é cego ne pois n viu nas imagens que os rapazes vinham conversando e nem davam bola para os agressores… passa seu registro da ob para mim pois acho que advogo melhor, mesmo não sendo advogado

  4. sonia disse:

    É inacreditável, que uma mãe de um dos agressores se exponha em rede nacional dizendo que seu filho é uma criança, que chora no quarto, depois de exposto o vídeo onde esse marginal espanca as pessoas na rua sem o mínimo de respeito…Toma vergonha na cara Senhora e coloca limites em seu filho… No seu lugar me sentiria a última das fracassadas…

  5. Alberto disse:

    Esses moleques devem ficar na cadeia, junto com o Juiz que determinou a soltura desles. É um absurdo uma atitude dessa não podemos permitir que isso venha acontecer novamente.

  6. MArcos disse:

    Esses mulekes tem que ficar na prisão. Vão logo virar mulherzinha lá. Ficam fazendo onda na rua pq os papaizinhos deles os protege. Por isso que a Lei tem que baixar para 15 anos e ferrar essa mulekada riquinha e marginais.

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