Video Game PlayStation 3 – God of war III tem gráficos detalhados e excesso de violência são o destaque do jogo

Março 23, 2010 | Entretenimento, Jogo, Tecnologia, Video Game, Videos

Game exclusivo do PlayStation 3 encerra a trilogia do herói Kratos.
Gráficos detalhados e excesso de violência são o destaque do jogo.

Plataforma: PlayStation 3
Produção: Sony Computer Entertainment
Desenvolvimento: Santa Monica Studio
Distribuição no Brasil: Sony
Gênero: Ação
Lançamento: 20 de março no Brasil
Preço sugerido: R$ 200
Nota: 10*

Poucos são os jogos que conseguiram influenciar uma geração de títulos. “God of war”, lançado para o PlayStation 2 em 2005, foi um deles. Após o seu grande sucesso, produtoras tentaram copiar a fórmula que une um esquema de jogo perfeito, com controles rápido, um visual gráfico muito bem trabalhado e uma história profunda que traz drama, traição e vingança.

Após o lançamento do excelente “God of war II”, lançado em 2007 também para o PlayStation 2, a espera pelo capítulo final da trilogia parece que foi mais árdua. Afinal, seria a primeira vez que veríamos o herói Kratos em um console da nova geração, mostrando ainda mais elementos de uma franquia que preza pela grandiosidade tanto da ação quanto dos inimigos, com gráficos detalhados e mais violência.

O Santa Monica Studio, desenvolvedora da própria Sony, mais uma vez, não decepcionou sua grande legião de fãs. A equipe conseguiu levar para o PlayStation 3 um dos melhores jogos já feitos em todos os tempos, praticamente sem defeitos, com aventura na medida certa, quebra-cabeças complexos e uma história de vingança complexa que deixa para trás a maioria dos grandes filmes de Hollywood. “God of war III” fecha a trilogia com chave de ouro e consegue superar seus antecessores em todos os quesitos.

Série evoluiu com a tecnologia
Do decorrer de três jogos, o jogador acompanhou o desenvolvimento de um personagem complexo. Kratos era um servo dos deuses do Olimpo, foi traído por eles, matou sua própria família, eliminou exércitos e mais exércitos de inimigos, tornou-se o deus da guerra, perdeu o trono, morreu, voltou do inferno e, agora, busca de vingança. E como apresentar ao jogador todas as nuances de um homem que se tornou uma lenda?

A resposta do time de desenvolvimento do Santa Monica Studio aparece logo no primeiro minuto de jogo. Após passar por todo o tipo imaginável de sofrimento, Kratos aparece com cicatrizes e com uma cara de poucos amigos. O modelo do personagem apresenta muitos detalhes, músculos e cicatrizes. Até mesmo a textura de sua pele esbranquiçada, que lhe deu o apelido de O Fantasma de Esparta, está retratada no personagem.

Kratos não é o único a apresentar mais detalhes. O mundo de “God of war III” está mais real, conseguindo retratar a batalha entre os titãs e os deuses. Para mostrar que o PlayStation podia fazer muito mais do que já foi visto, eles concentraram seus esforços em mostrar uma sensação inédita de escala, apresentando seres gigantescos, com fases inteiras que ocorrem em suas costas. O game é tão bem produzido que muitas vezes o jogador tem a sensação de estar assistindo a um filme de animação feito pela Pixar.

“God of war III” começa no mesmo instante em que “God of war II” terminou: Kratos está subindo o Monte Olimpo nas costas da titã Gaia. Esta abertura começo serve para mostrar que o game brincará com o tamanho dos personagens. A câmera mostra os titãs escalando a grande montanha e se aproxima de Gaia até mostrar o herói em uma pequena floresta nas costas do ser.

Além da escala, o jogo não é o único elemento em destaque. O game abusa dos efeitos especiais como na luta contra o primeiro chefe, o deus Poseidon . Ele quer impedir que os titãs escalem a montanha e, por isso, ele lança monstros feitos de água contra eles. O modo como a narrativa apresenta esta batalha para o jogador é colossal. A câmera não para um segundo, principalmente quando Kratos investe ataques que exigem que o jogador pressione uma sequência determinada de botões, os chamados Quick Time Events. A cena que mostra o herói se lançando contra o monstro feito de água, agarrando Poseidon de dentro dele e, em seguida, dando uma bela surra e matando-o, é épica.

As lutas contra os chefes são, sem dúvidas, as melhores entre todos os games de ação. Elas apresentam um alto nível de dificuldade e fará com que o jogador veja a tela de game over diversas vezes. A diferença é que o game permite que o jogador tente enfrentar os chefes quantas vezes desejar, permitindo aprender qual é a melhor tática a ser utilizada. O melhor é que, mesmo morrendo no mesmo ponto por muitas vezes, dá vontade de tentar passar daquele inimigo de qualquer maneira e, quando assim o fizer, é uma sensação gratificante.

As lutas contra os adversários deixam Kratos sujo de sangue. Cada morte que o espartano provoca apresenta um balde de sangue e de vísceras. Após surrar um centauro com golpes de suas lâminas, Kratos esfaqueia todo o seu corpo, finalizando com um corte em sua barriga que deixa seus órgãos expostos. Minotauros sofrem do mesmo modo: uma lâmina atravessa sua boca, espirrando sangue para todos os lados. A nova geração deixou o jogo muito mais sanguinário, apresentando mais detalhes das mortes do que nas versões anteriores. Não é à toa que no Brasil o game não é recomendado para menores de 18 anos.

Combates precisos

O ditado “em time que está ganhando não se mexe” se aplica bem ao esquema de jogo de “God of war III”. Os movimentos e golpes de Kratos pouco mudaram da segunda versão, o que não é ruim, visto que os comandos apresentaram um esquema de jogo acima da média. Quem teve a oportunidade de jogar as versões anteriores não terá nenhum problema em realizar sequências de golpes (combos) e utilizar as habilidades especiais do espartano. Se algo fosse mudado, certamente prejudicaria o game.

Entretanto, mesmo sem mexer no núcleo da jogabilidade, todo o esquema dos combates foi melhorado. Os ataques do herói respondem ainda melhor e mais rapidamente, seus movimentos apresentam mais fluidez e sua esquiva permite escapar das esquivas dos adversários com maior facilidade. Isso ajuda muito, pois o game está mais difícil, exigindo golpear os monstros mais vezes do que nos títulos anteriores.

Uma novidade muito bem-vinda foi a união das habilidades especiais com as armas. O jogador não precisa mais pressionar o botão digital em busca de um poder e também ficar preocupado com que arma usar. Ao selecionar um armamento, como as lâminas que Kratos recebe ao derrotar Hades, por exemplo, ele dará uma habilidade que é acionada com o botão R2. No caso, a alma de um monstro é lançada contra o adversário.

A troca de armas no meio de um golpe adiciona mais estratégia aos confrontos. Com suas lâminas “padrão”, Kratos pode iniciar um combo, mas, se o jogador achar necessário, pode trocar de arma pressionando L1 e o botão X e continuar golpeando monstros. E alguns inimigos, essa troca rápida de armas pode ter um efeito devastador.

Há, ainda, itens que são acionados com L2 mais um botão específico. Até a metade da aventura, Kratos possui um arco-e-flecha e a cabeça do deus Hélios, que ilumina os ambientes escuros. Um deles é utilizado com L2 e o botão Quadrado e o outro com L2 e o botão Triângulo. Como todos os armamentos, o jogador pode aumentar seus poderes, utilizando as esferas vermelhas que coleta ao eliminar os inimigos. Ao final do game, mesmo com as habilidades de Kratos no máximo, a batalha contra Zeus será dificílima.

“God of war III” é tudo o que os fãs estavam esperando e muito mais. Embora o game não apresente caminhos alternativos para seguir e a história termine em torno de 10 horas de jogo, tudo que é mostrado é superior a qualquer outro título existente no mercado. Novamente, a série se torna um divisor de águas e outras empresas tentarão copiar desde os gráficos até sua história. O estúdio Santa Monica conseguiu, com sucesso, levar o gênero de ação para um patamar difícil de ser alcançado. Felizes são os donos do PlayStation 3 que poderão desfrutar de mais uma obra-prima dos videogames. Por outro lado, quem não tem o console tem no título um dos maiores motivos para comprar o aparelho.

Fonte G1

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