Abuso sexual – Mulher que foi abusada por sua própria mãe e padrasto faz campanha por vítimas de pedofilia

julho 25, 2014 | Padrão

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Kelly Whitfield foi agredida sexualmente quando tinha sete anos. Mais de três décadas depois, ela quebrou o silêncio para ajudar outras pessoas que passam pelo mesmo trauma

Durante exatamente 35 anos, Kelly Whitfield sofreu calada com um trauma de infância. O próprio padrasto abusava sexualmente dela, enquanto a mãe assistia tudo – e era quem estimulava, arrancando as roupas da filha.

Aos 42 anos, a norte-americana resolveu quebrar o silêncio em prol de outras vítimas da pedofilia e, em novembro de 2013, denunciou o caso à justiça. “Muitas vezes a justiça foca no agressor e a vítima é esquecida. Mas são crianças que precisam de ajuda e apoio, porque muitas vezes não entendem o que está acontecendo com eles – como poderiam?”, desabafou em entrevista ao jornal Daily Mail. “Já aceito mais o caso do abuso, pois não tinha como me defender. O que nunca vou aceitar é ter sido abusada pela minha mãe”.

Martha Owens, de 63 anos e autora do crime, se declarou culpada das quatro acusações de atentado ao pudor no ano passado. Já o padrasto, Frederick Dixon, que negou as acusações, cometeu suicídio antes do julgamento no fim de 2013. Após o caso ser dado como encerrado no tribunal de Washington, Kelly conttou ao Sunderland Eco sobre seu trauma: “Cresci sem querer me arrumar.

Não ligava pra roupas, maquiagem ou perfume. Era minha forma de garantir que ninguém iria se sentir atraído por mim. Não queria mais ser tocada por ninguém. Quando perguntei a minha mãe porque meu padrasto fazia aquilo, ela respondia que era porque ele me amava. Hoje sei que, apesar de ter sido ele quem abusou de mim, boa parte da culpa é dela, que permitia sem interferir”.

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