Fusca – O anúncio que mudou a indústria da publicidade para sempre

novembro 15, 2018 | Carro

Pense pequeno VOLSKWAGEN BEETLE. Nosso pequeno automóvel já não é uma novidade. Uma dúzia de garotos universitários já não tenta mais caber dentro dele. O frentista do posto não pergunta mais onde se coloca a gasolina. Ninguém sequer nos encara. De fato, algumas pessoas que conduzem nosso pequeno nem sequer pensam que 32 milhas por galão está bem. Nem que ele consome dois litros e meio de combustível ao invés de cinco litros. Nem que nunca precisa de anticongelante. Ou que percorre 40.000 milhas com um jogo de pneus. É porque quando se acostuma com alguma de nossas economias, nem sequer se pensa mais nelas. Exceto quando se estaciona em um local muito pequeno. Ou se renova seu econômico seguro. Ou paga uma conta de reparo barata. Ou muda seu antigo VW por um novo. Pense nisso.

anúncios que com o passar do tempo se convertem em icônicos. É o caso desta campanha da década de 50 que revolucionou a profissão e criou um novo conceito

No final da década dos cinquenta, a indústria publicitária mundial mudou radicalmente por conta da apresentação de uma campanha considerada como uma das melhores da história.

Até então, a publicidade tinha apenas caráter informativo. Muito texto com todo tipo de explicações sobre os benefícios do produto. Se ficava algo de espaço em branco se acrescentavam fotografias, ilustrações e elementos variados que contribuíssem a encher totalmente a página. Segundo os sábios da época, era assim que se conseguia atrair a atenção das pessoas.

Volkswagen, a multinacional automobilística alemã, escolheu a agência DDB para introduzir nos Estados Unidos um de seus modelos mais carismáticos: o Beetle (ou Fusca, em português). A tarefa era difícil, já que o veículo tinha vários quesitos que jogavam contra ele. Em primeiro lugar, era um carro europeu que vinha para competir com a super poderosa indústria automobilística de Detroit. E além de ser um produto europeu era um carro alemão (em plena era pós-nazi), uma nação inimiga até bem pouco tempo na Segunda Guerra Mundial. E, a tudo isso, se somava a questão do tamanho: o Fusca era menor do que os carros que os consumidores americanos estavam acostumados.

E foi justamente neste diferencial do tamanho que os criativos da agência se centraram. E aplicaram uma ideia inédita até o momento. Deixaram de usar todo o espaço disponível da publicidade e exploraram justamente o espaço em branco que sobrou, sabendo que ele os ajudaria a enfatizar a mensagem. E Assim nasceram as campanhas “Think small” (pense pequeno) e depois “Lemon” (limão).

Destacavam-se as vantagens que o utilitário tinha em comparação com os veículos americanos da época: era mais econômico, mais manejável, exigia menos manutenção…

A propaganda fez com que a marca alemã aumentasse suas vendas em 23% no primeiro ano. Conseguiu também resultados impossíveis de se medir, mas que no longo prazo resultaram enormemente rentáveis, como conseguir que a Volkswagen se convertesse em uma referência contracultural nos Estados Unidos.

Pode se dizer que a partir deste momento a publicidade mudou. Tornou-se mais visual, mais conceitual e não usa mais tanto texto para explique o óbvio. Mais tarde e baseando-se nessa ideia, a Volkswagen seguiu criando, inclusive para outros modelos, campanhas do mesmo estilo.

Para os que queiram saber mais sobretudo o processo de criação desta campanha e suas sucessoras recomendo o estupendo documentário a seguir. São apenas 20 minutos (em inglês), mas muito interessantes para conhecer os protagonistas desta história.

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