Putaria organizada – Festa com nudez e sexo permitidos se popularizam em São Paulo

fevereiro 11, 2016 | América do Sul, Brasil, Comportamento, Entretenimento, Facebook, Foto, Redes Sociais, Relacionamentos, São Paulo, Sensualidade, Shows, Travesti

gaydromeda-foto-imagem

Abundam na cidade festas em que a nudez é permitida, se não incentivada com brindes.

“Ficar pelado na balada é parte de um pensamento maior, de liberdade”, diz Rafa Maia, que já cunhou duas festas –a Gaydrômeda durou seis edições e deu lugar à Kevin, que acontece mensalmente no Cabine’s Bar, um reduto oculto na avenida Paulista com a rua da Consolação.

Cerca de 300 maiores de idade passaram pela última Kevin, que cobrava R$ 15 de entrada. O criador, que queria fazer uma festa “bem gay”, calcula que metade delas tenha ficado pelada. Como não há chapelaria, as roupas ficam pelos cantos da pista ou atrás da cabine do DJ.

A Pop Porn, nascida do festival anual de erotismo de mesmo nome, almeja juntar todos os tipos de sexualidade –todas as barwomen são transexuais, por exemplo.

Uma das primeiras edições foi no Pan AM Club, no topo do hotel Maksoud Plaza, na região da Paulista. Mas a casa não permitia nudez, o que levou a balada para outros paradeiros. “Sexo tem de ser liberado. É uma coisa que pedimos para as casas, por isso é um pouco difícil achar lugar”, explica Marcelo D’Avilla, à frente do agito.

Uma solução foi alugar o Cine Globo, uma das telas quentes que exibe filmes eróticos na República, para uma edição a que foram 400 pessoas. Os 50 primeiros ganham uma dose de catuaba e uso grátis da chapelaria.

Festeiros são estimulados a manter os sapatos. Preservativos masculinos e femininos, doados pela prefeitura, são distribuídos, além de lubrificante, enxaguante bucal e luvas descartáveis. “É uma putaria organizada“, diz D’Avilla.

Um clima de novos Novos Baianos impera nos saraus eróticos quinzenais da NossaCasa Confraria de Ideias, em Pinheiros. Lá, homens e mulheres se despem de preconceito para fazer performances e danças.

Todas as festas têm fotógrafos oficiais e chegam a divulgar fotos dos corpos expostos nas redes sociais. “Se alguém pedir, tiramos na hora”, diz D’Avilla. Ma última Kevin, os frequentadores podiam fazer selfies, imprimi-las em um equipamento oferecido pela organização e colar numa parede. “Foram dezenas de fotos, quase todas levadas para casa como lembrança”, conta Maia.

“É uma delícia”, diz a frequentadora Ana Lira, “só cuidado em quem for encostar”.

Deixe seu comentário

Sobre este site

Site que reúne as notícias mais relevantes da mídia nacional e internacional.